Privatizações na aviação acautelam investimentos que contribuam na redução do CO2

 O ministro do Turismo e Transportes avançou hoje que o Governo pretende privatizar os TACV e a Cabo Verde Handling e que neste processo serão acautelados investimentos que contribuam na redução do dióxido de carbono emitido pela aviação civil

Carlos Santos deu esta garantia durante a sua intervenção na cerimónia de abertura do encontro internacional sobre a redução e mitigação do dióxido de carbono (CO2) na aviação civil internacional, que decorre hoje e sexta-feira na Cidade da Praia.

De acordo com o governante, a exiguidade do seu mercado interno exige que Cabo Verde procure no exterior ampliar o seu mercado e a única forma de o fazer é ser um país aberto ao mundo e orientado para uma inserção dinâmica do mercado global.

Para o efeito, prosseguiu, o Governo definiu como seu principal objetivo estratégico a transformação de Cabo Verde numa plataforma internacional de negócios que tem como um dos principais fundamentos o reforço do desenvolvimento do turismo, o estímulo e o fomento do agronegócios, atraindo, por um lado, as companhias aéreas internacionais e estabelecer conexões aéreas entre as principais mercados emissores de turismo e Cabo Verde e, por outro, os investidores privados para desenvolver a zona especial de economia aérea.

“O Governo tem a plena consciência que o modelo que escolheu para o seu desenvolvimento, que tem a conectividade aérea internacional como essencial para a sua inserção no mercado global exige que o país esteja atento e preparado para mitigar o impacto negativo que o carbono emitido pela aviação civil terá no equilíbrio global do meio ambiente”, asseverou.

Destacou neste contexto as medidas concretas que vêm sendo tomadas no sentido de tornar o sector de aviação civil mais competitivo com destaque para a recente privatização da concessão dos aeroportos, visando a sua modernização, assegurar uma gestão mais eficiente e eficaz e com investimentos em infraestruturas e inovações tecnológicas que contribuam para mitigar a emissão de C02.

Carlos Santos referiu que apesar de ser mais uma vítima de que emissor do CO2, o país tem plena consciência da necessidade de dar a sua contribuição e colaborar na mitigação dos efeitos de emissão do carbono, através do programa Compromisso Nacionalmente Determinada (CND).

Salientou, por outro lado, a parceria “bem-sucedida” entre a União Europeia e a ICAO para assegurar que nenhum país fique de fora em termos do projeto da ICAO de construção de capacidade de mitigação de CO2 da aviação civil.

O ministro informou ainda que o plano de ação de Cabo Verde selecionou um conjunto de medidas de mitigação de emissão do CO2, perspetivando que a implementação dessas medidas conduza à redução média anual de 7919 toneladas de CO2 de emissões da aviação civil internacional a partir de 2021 em comparação com linha de base.

“Cabo Verde está e continuará comprometido em trabalhar com o suporte da ICAO e da União Europeia para que o país seja dotado de um sistema eficiente e eficaz de gestão de mitigação da emissão do CO2”, afiançou, realçando que tentarão sempre aplicar instrumentos que asseguram o equilíbrio que deverá existir entre as medidas para a redução e a sustentabilidade do sector dos transportes.

O encontro internacional sobre a redução e mitigação do dióxido de carbono (CO2) na aviação civil internacional faz parte da segunda fase do projeto de capacitação que abrange 10 países do continente africano, e conta com o apoio financeiro da União Europeia no montante de 1,5 milhões de euros.

O projeto está a ser pilotado pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) no âmbito do Esquema de Redução e Mitigação do Dióxido de Carbono na Aviação Civil, denominado CORSIA, e o encontro é coorganizado em Cabo Verde com a Agência de Aviação Civil.

Cabo Verde, Senegal, Mali, Côte d’Ivoire, Benin, Rwanda, Botswana, Zimbabué, Ilhas Seychelles e Madagáscar são os beneficiários desse projeto que participam no seminário que despoleta a segunda fase do projeto.

Inforpress

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