Pró-Empresa quer aumentar participação de mulheres no abastecimento da cadeia de valor do turismo e na economia azul

A Pró-Empresa quer aumentar a participação das mulheres no abastecimento da cadeia do turismo e no sector da economia azul, adiantou esta quarta-feira, 10, a administradora da instituição, Dina Andrade, que fala numa “discriminação positiva” das mulheres.

A responsável falava na sessão de apresentação junto dos empresários da região de Sotavento do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores do Sector do Turismo e da Economia Azul, denominado “Impulsiona”, coordenado pela Pró-Empresa e financiado pelo Banco Mundial e pelo Governo de Cabo Verde.

Dina Andrade explicou que o programa Impulsiona tem por objectivo apoiar o desenvolvimento das Micro Pequenas e Médias Empresas (MPME) nacionais, em especial as lideradas por mulheres, em todo o país, através de um conjunto de soluções de financiamento de assistência técnica, capacitação empresarial e reforço das capacidades para acederem ao crédito.

“Aqui podemos falar de uma discriminação positiva, porque nós queremos que as mulheres tenham acesso de modo a aumentar a sua participação no abastecimento da cadeia de valor do turismo, da economia azul, através de um conjunto de soluções de cofinanciamento, de assistência técnica, capacitação nacional e internacional, no que diz respeito à questão empresarial, facilidades para que as mesmas possam aceder ao crédito”, disse.

Trata-se, de acordo com a mesma responsável, de um programa ambicioso que foi pensado para ir ao encontro das necessidades e expectativas dos empresários cabo-verdianos, que, afirma, não têm poupado esforços para contribuir para o desenvolvimento económico de Cabo Verde.

O programa prevê uma série de benefícios para os microempresários, nomeadamente o co-financiamento de serviços de assistência de melhorias de gestão e organização interna das empresas, a melhoria de acesso ao financiamento e consultoria especializada, os serviços de apoios à transformação digital e energética, serviços de melhoria no acesso a novos mercado e o acompanhamento técnico.

Conforme a administradora, o co-financiamento corresponderá até ao máximo de 75% das despesas das facturas por parte das MPME, sendo que o financiamento dos restantes 25% das despesas a ser assegurado pelas próprias empresas.

A sessão de esclarecimento teve a parceria da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), com o presidente, Marcos Rodrigues, a declarar-se expectante em como esse programa irá ajudar os empresários cabo-verdianos a ultrapassar alguns constrangimentos no que tange ao acesso ao financiamento.

Marcos Rodrigues reconhece que apesar do trabalho que vem sendo empreendido pela Câmara do Comércio e o Governo no sentido de melhorar as condições do acesso ao financiamento, muitos empresários ainda enfrentam diversas dificuldades.

“Nós estamos a fazer uma caminhada, creio que através do diálogo e da concertação, nós conseguiremos melhores condições para o tecido empresarial nacional, especialmente para as micro e pequenas empresas que têm dificuldades a crescer, quando são defrontados, efectivamente, não falando só do sistema burocrático, mas de várias situações complexas do acesso ao financiamento”, adiantou.

Inforpress

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