Projecto Zipline: Activista promete entregar às entidades manifesto assinado por cientistas nacionais e internacionais

O líder da Sociedade em Acção para a Liberdade (SAL) asseverou hoje que o Projecto Zipline “não convém” à ilha do Sal, pelo que vai fazer chegar um manifesto assinado por cientistas nacionais e internacionais às entidades competentes.

Aldirley Gomes, presidente do grupo SAL, fez essas declarações hoje durante uma conferência de imprensa, face à construção do projecto Zipline, que se pretende desenvolver em Parque Natural Serra Negra e que, conforme acautelou, põe em risco o ambiente e as espécies naquela reserva natural.


“Para nós não restam dúvidas. Este é o momento de ouvir aqueles que conhecem, os cientistas, que tal projecto, nos moldes em que é apresentado, é lesivo aos interesses superiores que devem nortear a nossa comunidade”, apontou, manifestando rejeição ao projecto, cuja posição, disse, será acompanhada de um manifesto assinado por cientistas nacionais e internacionais às entidades competentes.


Segundo Aldirley Gomes, “inquieta profundamente” ainda o facto de o promotor se sentir “à vontade” para referir que “teve a colaboração das instituições governamentais” para a elaboração de tal estudo de impacto ambiental, nomeadamente da Direcção Nacional do Ambiente e do projecto BIOTUR.


“O que no mínimo revela procedimento não consentâneo com a neutralidade e a equidistância que as instituições públicas devem manter nestas circunstâncias, principalmente aquelas cujo papel é também fiscalizar”, condenou.


Perante esta preocupação, o activista social, que já foi candidato a presidente de Câmara Municipal do Sal, e cabeça de lista da UCID, na ilha, nas últimas eleições realizadas no País a esse nível, disse que vai pedir intervenção de instituições nacionais e internacionais, a começar pelo Presidente da República, Nações Unidas, União Europeia, Banco Mundial e Fundo Global para o Ambiente (GEF).


“Sem prejuízo de accionarmos outros mecanismos que se mostrarem eficientes para travar mais uma infracção das leis nacionais, com potencial de grande destruição do equilíbrio ecológico da ilha do Sal”, disse, indicando que as Salinas de Pedra de Lume e de Santa Maria são “um exemplo claro da privatização ilegal dos recursos naturais desta ilha”.


“Não podemos permitir que mais este património seja dilapidado, entregue aos interesses inconfessos de minorias que enriquecem à custa dos recursos que nos devem manter a todos nós e as gerações vindouras”, enfatizou.

 

Inforpress

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