Rabidantes de Santo Antão estão “indignados” com a falta de resposta da CV Interilhas

António Fernandes, sócio-gerente da microempresa dos Santos de Almeida e porta voz de um grupo de rabidantes em Ribeira Grande, Santo Antão, afirmou esta sexta-feira, 07, que a classe está “indignada” com a CV Interilhas por falta de resposta da concessionária.

Em declarações à Inforpress, António Fernandes afirmou que não é de hoje que a empresa tem “falhado” com o transporte de mercadorias da Cidade da Paria para a ilha de São Vicente.

“Há anos que enfrentamos as mesmas dificuldades em retirar as nossas mercadorias do armazém da CV Interilhas em São Vicente. Sempre recebemos as mesmas desculpas como o navio saiu sem carga, e que temos que aguardar mais dois ou três dias. Houve situações em que aguardamos uma semana para conseguir despachar as nossas mercadorias”, criticou.

São situações que, conforme a mesma fonte, têm tido um impacto negativo nos negócios, tendo em conta que já perderam alguma oportunidade de venda devido à falta de “cumprimento” da transportadora.

António Fernandes sublinhou que a “gota de água que fez transbordar o copo” aconteceu esta semana, explicando que com o aproximar das festas Júnias, os rabidantes compraram vários produtos que foram embarcados na CV Interilhas, isso no dia 01 de Junho, e deveriam estar em São Vicente no “máximo” em dois ou três dias.

“Não foi o que aconteceu. Com a entrada do mês de Junho, o fluxo de vendas aumenta e é uma boa oportunidade para lucrarmos, mas, infelizmente, não conseguimos porque a nossa mercadoria, que era para chegar antes do inicio das festas, está presa no armazém da CV Interilhas”, salientou.

Segundo a mesma fonte, ele tinha uma encomenda para uma festa, que aconteceu na quinta-feira, 06, e não pôde entrega-la porque não recebeu a sua mercadoria antes como havia planeado e, consequentemente, perdeu o negócio.

“Não podemos mais aturar esta falta de respeito, temos despesas, renda para pagar, trabalhadores, luz, água, finanças, INPS. Imagina agora, a CV Interilhas está a bloquear a nossa atividade. Qualquer momento, já não teremos mais força e seremos obrigados fechar os nossos negócios”, pontuou.

António Fernandes denunciou que são “maltratados”, e nunca são ouvidos pelos responsáveis do armazém em São Vicente. Neste sentido, apelou à administração da CV Interilhas para mudar o sistema de trabalho, que tem prejudicado o rabidantes.

Contactado pela à Inforpress a CV Interilhas, através de uma nota, a esclarece que a empresa tem “cumprido integralmente” com o serviço de transporte de carga nas nove ilhas de Cabo Verde.

“Esta semana, abastecemos a ilha de São Vicente três vezes com cargas, demonstrando o nosso compromisso com a regularidade e eficiência. Todas as cargas enviadas da Cidade da Praia foram entregues nos seus destinos conforme previsto. Não houve falhas no cumprimento dos nossos horários e serviços de entrega”, lê-se na nota.

A CV Interilhas referiu ainda no documento que está “totalmente disponível” para prestar esclarecimentos individualmente a cada proprietário do título de transporte.

“Estamos empenhados em garantir a satisfação dos nossos clientes e em resolver quaisquer questões de forma rápida e eficaz. A CV Interilhas reafirma o seu compromisso com a excelência no serviço de transporte de passageiros e cargas e está à disposição para quaisquer outras informações que sejam necessárias”, finalizou.

Inforpress

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