Sal: Delegado de Saúde considera situação “preocupante” e teme “stress” nas estruturas sanitárias

O delegado de Saúde, José Rui Moreira, considerou hoje “preocupante” a evolução da covid-19 na ilha do Sal, temendo, a continuar assim, que as estruturas sanitárias locais entrem em “stress”, por falta de capacidade de resposta.

Segundo o médico, neste momento a ilha do Sal conta com 311 casos activos, 12 pessoas internadas, de entre as quais duas inspirando maiores cuidados.

José Rui, para quem a variante do vírus é de transmissão muito mais rápida, de pessoa para pessoa, intrafamiliar, acautela por cuidados redobrados, a nível do cumprimento das medidas sanitárias, isto é, ao uso de máscara e  distanciamento social.

 

“Há situações bastante complicadas pelo que apelamos a população ao uso consistente de máscaras, fora de casa e mesmo com parentes próximos, para que se possa mitigar o problema. Já começamos a ter enchentes no hospital, e a situação poderá tornar-se difícil porque não teremos capacidade de resposta”, preveniu.

 

“Se continuarmos a ter mais casos vamos ter problemas sérios a nível de recursos humanos e materiais. Até agora estamos a conseguir driblar a situação, mas tudo dependerá da gravidade e evolução da pandemia na ilha, tendo em conta pessoas assintomáticas”, explicou, elucidando que o vírus poderá entrar na ilha, transportado por pessoas testadas e não testadas, nacionais ou estrangeiras, que vêm ao Sal.

 

“Mesmo testadas, as pessoas assintomáticas podem trazer o vírus, podendo alastra-se de forma rápida. E se for na família, não perdoa ninguém, isto porque a forma de transmissão desse vírus é implacável”, acautelou.

 

Tendo em conta o cenário, o delegado José Rui Moreira volta a chamar a atenção das pessoas no sentido de terem em devida conta as medidas de prevenção porque, conforme sublinhou, “Jesus é antes da queda, e que mais vale prevenir do que remediar”.

 

Isso porque, conforme referiu, muita gente está a ignorar a pandemia, que tem uma explicação sociológica.

 

“Há uma franja de pessoas que nunca acreditou na existência da covid-19, os jovens acham que o vírus não mata, por isso não usam máscaras, outras não se preocupam porque sabem que se contraírem o vírus recebe o seu salário… é triste mas é verdade -, entre várias outras explicações”, acentuou.

 

“Se se criar uma norma, que a partir de tal data, quem contrair covid-19 fica em casa sem direito a salário, as pessoas teriam maior respeito, cuidado e preocupação com as medidas de prevenção… e íamos sair dessa situação de certeza”, arquitectou, referindo, por exemplo, que na cidade de Santa Maria as pessoas “não usam máscaras”.

 

A ilha do Sal conta com um total de 1.382 casos acumulados, 311 casos activos, contra 1.063 recuperados. Diariamente são realizados uma média de 250/300 testes, para viagem e casos e suspeitos.

 

Inforpress

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