Santa Catarina: Mulheres apostam no empreendedorismo como fonte de rendimentos

Rosilene Mascarenhas, 25 anos, e Maria Fernandes, 55, são exemplos de duas mães solteiras que apostam no empreendedorismo como via para a sua independência económica e oportunidades de criar seus próprios negócio.

Em conversa com a Inforpress, Rosilene Mascarenhas, estudante universitária, do 2° ano do curso de Nutrição e Qualidade Alimentar, disse ter decidido por produzir óleos naturais para obter um rendimento extra para apoiar os seus estudos e as despesas diárias.

“A ideia surgiu há quatro meses atrás, com o nascimento do meu bebé, altura em que deparei com algumas necessidades diárias. Sendo mãe e estudante, optei por colocar em prática os ensinamentos dos anos do curso”, contou.

A jovem empreendedora, de 25 anos, residente em Assomada, Santa Catarina, perante dificuldades financeiras decidiu, segundo disse, produzir óleos naturais para cabelo, aproveitando não só os ensinamentos do curso, mas também da sua própria experiência.

“Comecei por produzir apenas para o meu uso pessoal e notei um resultado positivo, pelo que optei por produzir em maior quantidade para vender”, disse, ressaltando que o investimento feito tem sido uma fonte de rendimento para custear as despesas do dia-a-dia.

A aposta em negócio próprio, realça, é hoje uma fonte de rendimentos e da sua transformação numa “mulher independente”.

A empreendedora, que começou por produzir óleo de cenoura, cravo, canela, alecrim e babosa, anunciou para breve a produção de óleo de abacate e folhas de goiaba.

As ervas utilizadas na produção de óleos, explica, são algumas produzidas por ela e outras fornecidas pelos moradores do município.

Quanto às matérias primas utilizadas, como azeite extra virgem, óleo rícino, de coco e manteiga de karité, disse que estão disponíveis em lojas do país, mas que em Assomada existem uma ou duas lojas com estes produtos.

Com cinco anos no mercado, Ró, nome pelo qual é conhecida, disse que o seu produto está sendo muito bem aceite, o que a leva a considerar que está num “bom caminho”.

A intenção, sublinhou, é abrir um espaço apenas com produtos naturais para cabelos.

Maria José Fernandes, natural de São Salvador do Mundo, é outra mulher empreendedora com quem a Inforpress falou e que, neste momento, vive dos trabalhos que produz à mão como rendas, bordados, vasos e cestos feitos com frasco de sumos e adornados com renda.

A mulher que trabalhou como funcionária de limpeza no Liceu Amílcar Cabral, e cozinheira, contou que devido a necessidade de ter uma outra forma de rendimento para dar vazão às carências do dia-a-dia e para criar os filhos, enveredou pela área de bordados e rendas.

Com 55 anos de idade, Maria Fernandes afirmou que foram com estes trabalhos confecionados à mão que conseguiu criar e educar os seus filhos.

“Aprendi a bordar com uma minha comadre, que mostrou total disponibilidade em me ensinar. No início não foi uma tarefa fácil, até me dava vontade de desistir, por achar que não conseguia fazer”, recorda, afirmando que com a sua a força de vontade conseguiu bons resultados.

Kuku, nome pelo qual é conhecida, admite que o seu trabalho, apesar de haver muitas pessoas nesta área, difere dos outros pela “qualidade dos produtos que vende”.

“Os jovens que não fiquem sentados a esperar de um emprego, visto que Cabo Verde é pobre, mas que optam por outras soluções como a reciclagem que hoje pode ser um ganha pão”, aconselhou.

Empreendedoras por necessidade de ganhar o sustento para suas despesas concluem a entrevista apelando aos jovens a não terem medo dos comentários negativos, mas que lutem para verem os seus sonhos realizados.

Inforpress

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