Santa Catarina: SISCAP faz balanço “extremamente positivo” de três dias de greve dos trabalhadores da câmara

O SISCAP considerou hoje “extremamente positivo” o resultado dos três dias de greve dos profissionais de várias áreas da Câmara Municipal de Santa Catarina e que contou com uma adesão de cerca de 90 por cento (%).

 

Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Francisco Cardoso, a greve destinada a exigir o cumprimento do compromisso acordado sob mediação da Direcção-Geral do Trabalho desde 2020 registou uma adesão de cerca de 90% dos trabalhadores, mormente os profissionais do saneamento, fiscais, técnicos, guardas nocturno e diurno, e pessoal de apoio operacional.


De entre as reivindicações, constam ainda a implementação dos subsídios de risco e de turno, e nocturno para os trabalhadores que tiverem direito ao subsídio, progressões de todos os funcionários, tendo como tempo de permanência na carreira os quatro anos de permanência na categoria, promoção e reclassificação e não envio dos descontos das quotas sindicais dos trabalhadores.


Este dirigente sindical lembrou que foram contactados pelo executivo municipal, no primeiro dia de greve, mas, que, o mesmo ficou no “vazio”, reiterando que a câmara tem faltado com o diálogo.


Do encontro, informou que a edilidade se comprometeu apenas com o pagamento da implementação de subsídios de risco e de turno, e nocturno para os trabalhadores que tiverem esse direito, sem, no entanto, avançar com uma data dos pagamentos desses subsídios e a da lista detalhada dos trabalhadores com tal direito.


Daí, que segundo Francisco Cardoso, tendo em conta que não chegaram a um acordo sobre os referidos pontos e os demais do caderno reivindicativo, adiantou que os trabalhadores decidiram dar um tempo a câmara e se não forem atendidas as suas reivindicações vão partir para outra forma de luta, mormente uma greve por tempo indeterminado.


A greve, que decorreu entre segunda-feira e esta quarta-feira, segundo Francisco Cardoso, por causa da queda das primeiras chuvas terminou por volta das 12:00 em vez das 16:00 como estava inicialmente previsto.


Ou seja, ajuntou, por ser um município rural os grevistas que também são “homens do campo” depois das chuvas desta terça-feira e hoje precisaram ir ao campo semear.


Na ocasião, a mesma fonte avançou que na próxima greve vão ser incluídos também os trabalhadores da câmara de Santa Catarina que estão em regime de mobilidade no Hospital Regional Santa Rita Vieira, em Santiago.


Em reação à greve, o vereador do Ambiente e Saneamento, Vladmir Brito, adiantou que a edilidade vai assumir o pagamento de subsídios de risco e de turno, e nocturno para os trabalhadores que tiverem esse direito, mas, seguindo alguns procedimentos dentro do orçamento municipal.


Relativamente ao enquadramento dos trabalhadores no novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), o autarca pediu os queixosos para reverem a lei.


Na ocasião, Vladmir Brito disse que o município liderado por Jassira Monteiro tem demonstrado abertura ao diálogo e à revisão dos pontos que suscitam intervenções, acrescentando que não há nenhum trabalhador na câmara a receber valor abaixo do salário mínimo.


Inforpress

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