Santiago: Governo lança programa de 102 mil contos para tornar Santa Cruz o maior produtor da banana do país

O ministro da Agricultura e Ambiente lançou esta segunda-feira, 01, em Santa Cruz, o programa de subvenção para regeneração da cultura de bananeira, orçado em 102 mil contos, que prevê tornar este município santiaguense o maior produtor de banana do País.

“Santa Cruz foi e continua a ser dos principais concelhos de produção da banana, mas temos que reconhecer que há uma baixa de produção na zona do litoral onde há tradição do cultivo da banana, justamente por causa da salinidade de água”, afirmou Gilberto Silva.

O governante falava aos jornalistas após a apresentação do Programa Regeneração da Cultura de Banana para Ilha de Santiago, que decorreu na Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente em Jaracunda, Santa Cruz, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no valor de 102 mil contos e irá abranger mais três municípios da ilha de Santiago, nomeadamente Tarrafal, São Miguel e Ribeira Grande.

“A bananeira é uma cultura que tem efetivamente baixa tolerância à salinidade, o que significa que pode sobreviver, mas não vai produzir em quantidade que desejamos e gostaríamos de ter. Por isso a necessidade de fazer alguma coisa”, reforçou Gilberto Silva, que acredita que este programa vai fazer com que Santa Cruz recupere o título de maior produtor e exportador da banana da ilha de Santiago e do País.

O Governo, conforme explicou, pretende com este programa, com duração de dois anos, dessalinizar dois pontos de água, melhorar a cultura da banana com novas plantas e melhores tratos culturais, visando aumentar o rendimento dos agricultores, assim como o abastecimento de banana no mercado..

“Isto vai obrigar a um conjunto de atividades, desde a assistência técnica, importação e a colocação à disposição dos agricultores de muda de bananeiras saudáveis – que já foi feito e vai continuar a ser feito – importação de pequenas dessalinizadoras para serem colocadas nesses pontos de água, para que possamos restaurar esta água e coloca-la na irrigação”, assegurou.

E ainda a fertilização da bananeira, que notou, vai obrigar ao uso adequado de adubos, até conseguiram uma cultura bastante produtiva, para que possam sustentar toda esta opção de manter a cultura da bananeira nestas zonas afetadas pela escassez de água e/ou água de baixa qualidade (salobra) na ilha de Santiago.

Na ocasião, admitiu que para que possam levar avante esta “grande operação” baseada na técnica, nas tecnologias, na ciência, no trabalho dos produtores e no investimento do Estado tem que haver conjugação de esforços e cumplicidade entre as instituições do Estado e dos próprios produtores.

Já para o agricultor e presidente da Cooperativa dos Agricultores de Ribeira dos Picos (Cooparp), Benjamim Mendes, este programa veio em “boa hora”, e que vai ajudar o município que é “terra da banana” e outrora considerado o maior celeiro agrícola de Santiago a recuperar este titulo.

Nesse sentido, disse acreditar que se os investimentos anunciados, sobretudo na mobilização de água, forem materializados, como instalação de dessalinizadora, os agricultores santa-cruzenses vão conseguir produzir mais banana e com qualidade.

Inforpress

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