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Os agricultores e produtores do vale da Garça estão preocupados com o novo ano agrícola devido à falta de mão-de-obra e também das pragas que atacam os cultivos, principalmente a do milho.

Em declarações à Inforpress, o agricultor José Pedro afirmou que está preocupado com o “desenrolar” do ano agrícola na sua localidade devido à “escassa” mão-de-obra e também à praga da lagarta do cartucho do milho que ataca o cultivo e torna a situação “complicada”.
“Antes estávamos com o problema de seca, graças a Deus vieram as chuvas, mas agora não temos trabalhadores”, disse.
Carlos Delgado que também é agricultor afiançou que já até comprou feijão, sementes de abóbora entre outros para cultivar, mas está com medo de avançar devido às pragas e, também, à fraca disponibilidade de trabalhadores.
Outro agricultor, Tomas Nascimento, salientou que o novo ano agrícola está “fraco”. Mesmo com as chuvas e com o chão molhado, não há expectativa porque sem mão-de-obra não será possível cultivar.
O engenheiro-agrónomo do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), José Carlos Andrade, tem conhecimento das pragas, mas o MAA já distribui um produto cujo o nome é “rapax” para dar combate à lagarta do cartucho do milho.
“Temos libertado trichogramma que ataca o ovo da lagarta. Damos combate em todas as zonas, inclusive temos enviado o trichogramma para os concelhos do Porto Novo e do Paul e também para as ilhas de São Nicolau e São Vicente”, salientou.
Quanto a outras pragas, José Carlos Andrade afirmou que na zona de Lagoa está com um pequeno foco de gafanhotos, mas uma equipa já está na localidade dando combate à praga.
Sobre o ano agrícola, José Carlos Andrade afiançou que se perspectiva um “bom ano” tendo em conta que já choveu e as nascentes estão “reforçadas”.
Inforpress

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