São Filipe: Câmara vai investir 25 mil contos no arrelvamento e reabilitação do campo de Ponta Verde – Nuías Silva

A câmara de São Filipe vai investir 25 mil contos no processo de arrelvamento e reabilitação dos balneários e bancadas do campo de Ponta Verde para servir as equipas federadas e não federadas da zona norte do município.

A garantia é do presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, e foi anunciada no ato de assinatura do contrato de arrelvamento do campo com a empresa Imobel, sublinhando que a câmara tem mobilizado os recursos para o campo de Ponta Verde e que não é inferior a 25 mil contos.

Nuías Silva disse que fez questão de assinar o contrato numa segunda-feira porque em várias terças-feiras foi anunciado o arrelvamento do campo de Ponta Verde, mas que, apesar da garantia de que a relva estava na ilha, a comunidade ainda espera para o arranque das obras.

“Viemos resgatar o processo e em diálogo com Imobel fechamos o processo contratual e assinamos o contrato. Depois será o processo de consignação da obra para que a empresa possa encomendar todos os materiais necessários, como borracha e relva, e mobilizar os equipamentos para relvar campo de treino de Ponta Verde”, precisou Nuias Silva.

Reforçou quer o campo só não terá relva dentro de três meses porque quer um trabalho de qualidade.
Segundo o mesmo, a empresa irá realizar o trabalho sem pressão para ter campo totalmente reabilitado e com relva para servir a equipa de Unidos do Norte, que está no primeiro escalão, mas todas as equipas não federadas e todos os jovens da zona norte do município.

“O nosso maior problema não é construir infraestruturas, mas sim cuidar das infraestruturas construídas. Vamos assinar contratos com associações e outras entidades para gerir todas as infraestruturas desportivas”, referiu a mesma fonte.

Além da colocação da relva, a câmara vai reabilitar o balneário e a bancada, o acesso e as casas da parte inferior para servir às escolas de futebol, à associação e a própria comunidade para outras atividades sociocomunitárias.

“Já tentamos de vários formas adquirir terreno naquela zona para ampliar o campo, mas as pessoas não querem vender nem ceder”, lamentou Nuías Silva, sublinhando que encontrou dois campos de treino, Lém (cidade) e São Lourenço, interior norte, sendo que este último, por ter dimensões regulamentares tem sido utilizado para campeonatos regional e nacional.

“A nossa intenção é no final de mandato deixar um estádio regional de primeira linha, o “5 de Julho”, três campos de treinos, Ponta Verde (norte), Lém (cidade) e Salto (sul) e dois estádios, Patim, a ser construído de raiz, e São Lourenço, que será transformado, ambos com dimensões regulamentares para receber campeonato regional, passando assim de dois para seis”, declarou o autarca.

Com relação a Salto, que foi relvado com antiga relva do Estádio 5 de Julho, Nuias Silva disse que a qualidade do trabalho demonstra que um país pobre não pode desperdiçar o que tem, mas que deve reutilizá-la várias vezes enquanto pode ser útil.

Por sua vez, o diretor da Imobel, Agostinho Brandão, disse que o arrelvamento do campo de Ponta Verde irá trazer um “valor acrescentado” para a zona norte, esperando que deste recinto desportivo possam surgir “grandes valores” para o futebol do Fogo, nacional e, quiçá, internacional.

A empresa que realizou os trabalhos de arrelvamento do campo de Salto e a manutenção do campo de São Lourenço, prometeu um trabalho de qualidade e que a sua empresa vai fazer o seu melhor à semelhança dos trabalhos realizados em vários pontos de Cabo Verde.

O contrato de arrelvamento do campo de Ponta Verde ascende aos 10 mil contos, segundo o documento assinado pelo presidente da câmara e pelo diretor da Imobel.

Inforpress

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