São Nicolau: Assembleia Municipal do Tarrafal aprova relatório de actividades da câmara de 2023

A Assembleia Municipal do Tarrafal de São Nicolau aprovou hoje o relatório de actividades e as contas de gerência da Câmara Municipal referente ao ano económico de 2023.

O relatório de actividades obteve seis votos favoráveis da bancada do Movimento para a Democracia (MpD – poder) e cinco votos contra das bancadas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e Grupo Independente para o Desenvolvimento do Tarrafal. (GRIDT), na oposição.

Em declarações à imprensa, o eleito municipal do MpD Brás Soares justificou o voto favorável da sua bancada, alegando que mesmo com a conjuntura actual, de crise e aumento de preço dos produtos, a edilidade conseguiu uma taxa de execução de 58%.

“Se olharmos para o retrovisor é notório os ganhos que este município teve ao longo dos anos com esta equipa camarária em diversos sectores como educação, saúde e infrestuturação”, acrescentou.

Opinião contrária tem a eleita do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que através da sua porta-voz, Landarleia Rodrigues, classificou como “lastimáveis” os dois instrumentos de gestão.

“O nosso município é pequeno e a edilidade podia fazer melhor, mas deram atenção sobretudo a festas, viagens e algumas pinturas e pracetas, enquanto as pessoas almejam um município melhor”, afirmou.

Por seu turno, a líder da bancada Grupo Independente para o Desenvolvimento do Tarrafal. (GRIDT), Elton Sequeira, explicou que a sua bancada votou contra porque a câmara ficou “muito além do previsto” e classificou como “lastimável” a situação do município em termos de investimentos.

É um presidente que já levou o cartão vermelho do seu partido e que só na banca vai deixar uma dívida de cerca de 92 mil contos, fora os fornecedores, e em termos de investimentos é uma lástima”, destacou.

O presidente da Câmara Municipal do Tarrafal, José Freitas, fez uma apreciação positiva dos dois instrumentos, sublinhando que algumas realizações ficaram por fazer tendo em vista que edilidade esperava contrair um empréstimo obrigacionista, o que não foi possível.

Inforpress

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