Segurança continua volátil em Palma, considera a ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que continua preocupante a situação de segurança em Palma, Cabo Delgado, depois do ataque de 24 destes mês, que terá provocado a morte de dezenas de pessoas.

“A situação de segurança permanece volátil e preocupa a todos nós,” informou, hoje, 31, o porta-voz Stephane Dujarric, em Nova Iorque.

Dujarric disse que, em resposta, várias agências da ONU estão no terreno, tendo a que lida com a migração registado até agora cerca de oito mil chegadas em Nangade, Mueda, Montepuez e Pemba.

 

Milhares de pessoas chegaram hoje, 31, a Pemba, disse Dujarric, que referiu que outras tantas tentam chegar a lugares seguros a pé, de barco ou por estrada.

 

”Algumas pessoas são salvas por voos humanitários da ONU e de grupos da sociedade civil,” disse.

 

Dujarric disse que o Fundo da ONU para a População está colocar nalguns pontos de Cabo Delgado kits de parto e medicamentos para as mulheres grávidas e mães.

 

Por outro lado, o Programa Mundial da Alimentação aumentou a ajuda para alcançar 50 mil pessoas afectadas pelo ataque a Palma.

 

A ONU garante na região uma ponte aérea para o transporte de medicamentos e outros bens urgentes.

 

Conselho de Segurança?

 

Questionado se não era altura de a questão de Moçambique ser levada ao Conselho de Segurança, tendo em conta que os ataques são atribuídos a um grupo ligado ao Estado Islâmico, Dujarric destacou a importância da ajuda, e recordou que a ONU tem um enviado que lida com isso.

 

“Penso que é importante que comunidade internacional, neste momento, apoie Moçambique da melhor forma possível”, disse.

 

Mas antes, numa declaração conjunta, a Representante Especial para Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba; a Representante Especial para Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten; e a Representante Especial para a Violência contra Crianças, Najat Maalla M’jid, haviam condenado “veementemente os actos brutais e horríveis de violência relatados em Cabo Delgado”.

 

Elas sublinharam que “a protecção e as necessidades humanitárias dos civis, especialmente mulheres e crianças, devem ser tratadas com urgência”.

 

VOA/Fim

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