Sindicato da PJ quer que pessoal da carreira seja opção de escolha para dirigir a instituição

O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC/PJ), Agostinho Semedo, defendeu hoje que o pessoal da carreira da Polícia Judiciária deve ser opção de escolha para dirigir a instituição.

Agostinho Semedo fez essa indicação no ato solene do 17º aniversário da associação sindical, realizado na Cidade da Praia, sob o lema “Polícia Judiciária – novo paradigma e novos rumos”.

“É um bom momento de determinar que o pessoal da carreira da Polícia Judiciária deve ser opção de escolha para dirigir a instituição (…) uma vez que são convidados para tal função os magistrados judiciais do Ministério Público”, precisou o sindicalista.

Por isso, acrescentou que chegou a hora de um novo paradigma em relação à liderança da PJ e que os “elementos da casa” constituem opção de escolha para desempenhar o cargo de diretor nacional da Polícia Judiciária.

“Existem funcionários com competências, com méritos, com idoneidade para tal função, à semelhança daqueles que até agora foram convidados”, justificou Agostinho Semedo, reforçando que é preciso aproveitar os funcionários da instituição para cargos de maior responsabilidade.

O responsável apontou, igualmente, que é preciso uma maior flexibilidade na carreira dos funcionários, através da criação de ferramentas legais, “com o risco de a instituição judicial ficar estagnada”.

Por outro lado, sugeriu, no quadro do novo paradigma, a construção de edifícios e departamentos próprios da PJ, para evitar “despesas avultadas” com arrendamento de espaços para o funcionamento dos seus serviços.

Por sua vez, a ministra da Justiça, Joana Rosa, considerou que a PJ conta também com uma associação capaz, que defende os direitos da classe e ciente dos desafios e das responsabilidades que cabem à instituição.

Joana Rosa enalteceu, na ocasião, o papel de “relevo” da PJ na prevenção do crime, na investigação e na defesa da lei, e como um auxiliar da administração da justiça e como um suporte fundamental na realização do Estado de Direito.

“A ambição do Governo é promover uma justiça justa e célere, assim como continuar a propiciar um ambiente favorável ao desenvolvimento e bem-estar dos cabo-verdianos”, perspetivou a ministra, considerando que o país estaria votado ao insucesso sem uma PJ atual, “bem organizada, motivada e bem preparada científica e tecnicamente”.

A ASFIC/PJ, que conta com mais de 80% dos funcionários associados, é um sindicato dotado de personalidade jurídica e capacidade legal para o cumprimento dos seus fins, visando exclusivamente a promoção e a defesa dos interesses económicos, sociais, profissionais e culturais dos associados.

A Polícia Judiciária foi criada a 12 de Maio de 1993 através dos decretos legislativos n.º 4 e 5/93, no uso da autorização legislativa concedida pela lei nº 65/IV/92, de 30 de Setembro.
Em 1994 realizou-se o primeiro Curso de Formação de Lofoscopistas e de Agentes da Polícia Judiciária, frequentado e concluído por 320 candidatos.

Inforpress

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