AAI promove encontro sobre mutilação genital feminina para sensibilizar imigrantes sobre esta prática nefasta

A Alta Autoridade para a Imigração (AAI) promoveu esta segunda-feira, 01, um encontro para sensibilizar os imigrantes em Cabo Verde sobre o conceito da mutilação genital feminina e as consequências desta prática “nefasta” na saúde da mulher.

Em declarações à imprensa, a presidente da AAI, Carmem Furtado, adiantou que esta iniciativa que contou com participação das comunidades imigradas em Cabo Verde, visa essencialmente debater o conceito da Mutilação Genital Feminina e criação de estratégia de informação e/ou sensibilização da sociedade civil sobre esta matéria.

“Somos um país de imigração que recebe pessoas de várias nacionalidades e muitos imigrantes que temos em Cabo Verde são provenientes de países onde existem estas práticas, então tem sido salientado a nível global o número de meninas e mulheres afetadas que são vítimas desta prática que constitui uma violação dos direitos humanos, uma Violência Baseada no Género”, declarou.

Defendeu neste sentido a necessidade de se trabalhar na sensibilização da sociedade civil e das comunidades estrangeiras e desmistificação deste fenómeno que, a seu ver, não deve, por outro lado, servir para que a nível da sociedade civil se crie falsas ideias e se criem estereótipos à volta de mulheres imigrantes.

“Nós gostaríamos de passar uma mensagem de que estamos a abordar esta questão, está ligada sim à imigração, mas não deve contribuir para reforçar os estereótipos ou ideias preconcebidas sobre a população estrangeira ou a população imigrante”, declarou, adiantando que a AAI não tem dados sobre casos de Mutilação Genital Feminina em Cabo Verde.

Disse ainda que o trabalho que deve ser feito tem de ser um trabalho de combate para minimizar os riscos e tentar que essa abordagem tenha como foco a prevenção.

Carmem Furtado destacou, por outro lado que a AAI tem ao longo dos anos promovido várias atividades com vista a sensibilizar a comunidade imigrada residente em Cabo Verde sobre as consequências da mutilação genital feminina.

Entretanto frisou que o enorme desafio tem sido conseguir realizar actividades que abrangem imigrantes a nível nacional.

O tema do referido encontro foi  “A Imigração, Género e Práticas Nefastas; porquê falar da Mutilação Genital Feminina” e foi realizado em parceria com o Centro de Investigação e Formação em Género e Família da Universidade de Cabo Verde.

Inforpress

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