Boa Vista: Direcção do aeroporto testou planos de contingência com simulação de acidente

A direcção do aeroporto internacional Aristides Pereira (AIAP) realizou este domingo, no Rabil, um exercício total de emergência com simulação de acidente com aeronave, treinamento que visou testar os planos de contingência do aeroporto.

O cenário no aeroporto para o exercício de emergência total, realizado de dois em dois anos, era de um acidente de uma aeronave AIRBUS A321 – 200, do voou nº 2011 da companhia Arquipélago, no percurso Praga – Boa Vista, que pelas 16:00, durante aterragem falhada acabou por cair numa zona próxima a pista, com 70 passageiros e cinco tripulantes a bordo.

Conforme explicou o director do aeroporto internacional Aristides Pereira, Joaquim Bento, a simulação do acidente foi dividida em duas fases, em que a primeira simulação estava relacionada com segurança das operações (safety), responsabilidade assumida pelo Centro de Operações de Emergência (COE), coordenada pelo director do aeroporto que toma todas as decisões junto de outras autoridades máximas do aeroporto.

Entretanto enquanto decorria a primeira fase do exercício, em que se dava resposta da situação de emergência do acidente, no mesmo cenário dentro da sala de desembarque houve a simulação dum passageiro que sequestrou o co-piloto, culpando-o pela morte do filho que se encontrava na aeronave.

Nesta fase, referiu o director, tratava-se da segunda vertente do exercício, que está relacionada com o plano de contingência número 18, Segurança de Aviação Civil (security), que correspondem aos actos de interferência ilícita, neste caso, a tomada de reféns no aeroporto, que é da responsabilidade da Policia Nacional (PN) comandar as operações de segurança.

“É cedo para fazer uma avaliação do exercício de emergência, mas estou bastante satisfeito pelo facto de o realizarmos, sendo que era complexo por ter as duas vertentes”, declarou aos órgãos de comunicação social, no final do exercício.

O director do aeroporto destacou o envolvimento da comunidade aeroportuária que se engajou e se envolveu desde o primeiro momento, sobretudo pelo desafio adicional que se colocava na realização do exercício devido ao cenário da situação sanitária que se vive, por causa da pandemia da covid-19.

A mesma fonte acrescentou ainda que era um exercício de novato, sendo o primeiro do director do aeroporto, do delegado de saúde da ilha, do chefe de fronteiras e dos jornalistas que fizeram parte do cenário.

“Esperamos agora pela avaliação do exercício para podermos ter noção onde é que precisamos melhorar, reflectir sobre os pontos fracos e continuar a reforçar no que saímos bem”, avançou, indicando que o objectivo é sempre para se ter noção das fragilidades, ademais na ilha da Boa Vista onde não se dispõe de muitos recursos para responder a situações do tipo.

Para Joaquim Bento, isto demostra a necessidade de realizar exercícios do género, e ter uma coordenação ao mais alto nível para que possam estar em condições de responder minimamente caso ocorra situações de emergência no aeroporto ou até mesmo na ilha da Boa Vista que tem sempre o envolvimento e apoio da empresa de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA).

Inforpress

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