Boa Vista: Famílias contempladas com o programa de realojamento mudam-se para as casas novas na próxima semana

As famílias beneficiadas com apartamentos no âmbito do programa de realojamento já estão contratadas e na próxima semana a mudança para as novas casas vai proceder-se em simultâneo com a demolição das barracas do bairro da Boa Esperança.

Esta informação foi avançada pela diretora de infraestruturas, Ineida Barros, que fazia o balanço do trabalho que está a ser feito na zona sul do bairro da Boa Esperança.

Conforme a mesma fonte, a demolição das barracas será feita em simultâneo com a mudança, para evitar que as barracas vazias venham a ser ocupadas por novos “inquilinos”.

“À medida que as pessoas vão saindo, a máquina vai entrando para demolir as barracas. Os terrenos onde serão demolidas as barracas vão ser colocadas à disposição da população da Boa Vista e a câmara já está com uma parte que deverá ser atribuída às pessoas e creio que a câmara municipal junto do Governo terá um plano”, afirmou, avançando que a autarquia já dispõe de um projeto para esta zona e que junto do Governo terão que adotar medidas assertivas para que não haja de novo novas construções de barracas.

A diretora informou ainda que de momento já há mais de 500 famílias beneficiadas do bairro da Boa Esperança na zona sul, a quem foram atribuídos apartamentos tanto da Casa para Todos como os novos apartamentos.

Fazendo um balanço, Ineida Barros explicou que mais de 300 famílias já foram realojadas, e da lista anterior, de 2017, havia 180 famílias por realojar e já estão contempladas no programa.

A responsável adiantou, porém, que há novos registos de dois levantamentos, de 2019 e 2022, indicando o levantamento de mais de 200 famílias.

Deste grupo, a mesma precisou que a maioria já foi contemplada e que as pessoas que não foram beneficiadas são as que não reúnem critérios do regulamento do programa de realojamento, ou seja, há menos de um ano que ocuparam as barracas indevidamente.

Mas a mesma adiantou ainda que há famílias que preferiram terreno em vez de apartamentos, explicando que há espaços que já estão a serem infraestruturados para precaver o surgimento de novas barracas.

“As famílias colaboraram e entenderam aquilo que são as regras do regulamento e neste momento já começamos com a assinatura dos contratos dos apartamentos., e já temos famílias nos contratos na fase de limpeza dos apartamentos e muito brevemente vão começar a parte de mudança”, disse.

Quanto aos constrangimentos do programa, Ineida Barros informou que constataram que há pessoas que estão a ocupar de forma indevida as barracas já vazias, e por isso estão em constante diálogo com o presidente da Câmara Municipal, Cláudio Mendonça, que já contatou algumas pessoas que se dispuseram a sair de livre e espontânea vontade.

“Há aquelas que, infelizmente, precisam ser notificadas para saírem. Nós constatamos recentemente invasão de apartamentos que já estão atribuídos a famílias beneficiadas”, referiu como outro constrangimento, indicando que, para estes casos, houve a necessidade de se recorrer ao apoio da polícia e a justiça já abordou essas famílias para deixarem os apartamentos.

Ineida Barros aproveitou para clarificar que as atribuições das barracas são para as famílias que estão a viver nas barracas e em situações precárias, e que terão de entender que as barracas precisaram de ser demolidas para acabar com a cultura das barracas no bairro de Boa Esperança.

Inforpress

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