Câmaras de Santa Catarina e São Miguel recomendam cuidados na realização de queimadas

As câmaras municipais de Santa Catarina e São Miguel apelam aos agricultores a não fazerem a limpeza dos terrenos de cultivo recorrendo à prática de queimadas, alertando que esta técnica tem provocado incêndios.

Não obstante reconhecerem que com o aproximar da época das sementeiras há necessidade de se fazer a limpeza dos terrenos, visando a plantação, os dois municípios santiaguenses pedem aos homens do campo para evitarem realizar queimadas sem a autorização da câmara e do Ministério da Agricultura e Ambiente.

“(…) as queimadas feitas sem precaução, sem autorização, de forma indisciplinada, devido aos riscos associados, nomeadamente advenientes do aumento da temperatura e de fortes ventos que se fazem sentir, podem causar incêndios, colocando em risco património público e, principalmente, vidas humanas”, advertem.

Daí, aproveitam para sensibilizar e informar que, segundo o Código de Posturas Municipais, no seu artigo 95º, alínea f), “fora dos centros urbanos, os dejectos e imundícies só poderão ser lançados, enterrados ou queimados em locais indicados pela Câmara Municipal, sob pena de multa de 1.000 a 50.000 escudos”.

Por tudo isso, esperam contar com todos os munícipes em prol da protecção do ambiente e da vida humana”.

Na passada quarta-feira, 18, um incêndio deflagrou numa zona de difícil acesso no perímetro florestal da Serra Malagueta, no município de São Miguel.

O incêndio, segundo o presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Herménio Fernandes, foi provocado por queimadas realizadas por terceiros, não identificados, no âmbito da limpeza dos solos para a preparação da campanha agrícola.

Inforpress

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