Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro quer colaborar com Universidade de Cabo Verde

A Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro quer colaborar com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), com vista ao reforço das competências dos alunos e dos professores da Uni-CV.

Esta informação foi dada à Inforpress pelo Coordenador do Curso de Direito da Uni-CV, Emanuel Sousa, após um encontro entre a universidade e uma delegação da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, que se encontra em Cabo Verde.

“Desse encontro saiu a possibilidade de estabelecermos uma boa parceria. A Escola de Magistratura do Rio de Janeiro é uma escola já com largos anos de experiência. É a mais antiga de magistratura do Brasil e tem uma excelente biblioteca. Ministram vários cursos”, disse.

Segundo este responsável, uma possível parceria seria para a Uni-CV “de suma importância”, pelo facto de permitir o intercâmbio entre professores, aulas conjuntas e conferências, entre outras actividades que permitirão à comunidade académica conhecer e tirar proveito das mais-valias, “que são muitas”, que essa escola já tem.

Da parte da delegação brasileira, a desembargadora Cristina Tereza Gaulia, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, actual directora da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que a ideia que os moveu a vir a Cabo Verde e à Uni-CV foi justamente porque acreditam que a universidade é um lugar de expansão de democracia e principalmente de fortalecimento da cidadania.

“E como é que você fortalece a cidadania? Quando você torna mais transparente o ensino do Direito quando você consegue fazer com que os estudantes de Direito trabalhem casos concretos. Porquê? Porque eles vão sair advogados melhores, juízes melhores e profissionais, de um modo geral, de sistemas de justiça melhores”, acrescentou.

Esta escola que, segundo a sua directora, quer passar para a Universidade de Cabo Verde aquela experiência que adquiriu durante os seus 30 anos de existências, fornecendo vários cursos de formações abertas a outros operadores e sistema de justiça que não são necessariamente magistrados.

“Temos, por exemplo, um curso de especialização em direito público e privado que demora três anos e esse curso é um curso que já existe há 30 anos e dá aos alunos um diploma de especialistas nessa área”, continuou exemplificando.

Cristina Tereza Gaulia defendeu ainda que a Justiça melhora na medida em que os juízes e as juízas, os magistrados, de um modo geral, trabalham a realidade social e não somente aquilo que consta nos manuais de direito.

Inforpress

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