Fogo: Incêndio ocorrido em Campanas de Cima no final de Maio consumiu cerca de oito hectares de terreno, segundo relatório

O incêndio ocorrido a 29 de Maio na zona norte de São Filipe consumiu uma área de 7,7 hectares em Campanas de Baixo e Campanas de Cima, de acordo com o relatório do Ministério da Agricultura e Ambiente.

A equipa técnica constituída por três técnicos do sector de Agricultura e dois do sector de Silvicultura, incluindo o policial florestal, do Ministério da Agricultura e Ambiente, que procedeu ao levantamento de danos causados pelo incêndio, destacou que uma vasta área florestal e agrícola da localidade de Campanas de Baixo foi consumida pelas chamas.

O incêndio deflagrou quando um jovem agricultor procedia à limpeza do seu terreno, através de queimadas agrícolas, e, devido às condições climáticas desfavoráveis, o fogo saiu do seu controlo, alastrando rapidamente pelas duas comunidades.

Os dados constantes do relatório indicam que no total foram afetados seis agricultores, detalhando que no sector pecuário foram registados a perda de 490 feixes de palha (pasto espontâneo e contínua) e de uma cabra que, apesar de não ter morrido, ficou com um lado do corpo queimado.

No sector agrícola, acrescenta o relatório, registou-se a perda parcial de 25 por cento (%) da produção e a perda total de uma planta de mangueira, assim como a perda total de 35 plantas de feijão congo.

No domínio de silvicultura foram afetadas várias espécies de plantas como gravilha, purgueira e sisal, assim como a queima parcial de ramos de dez plantas de figueira local.
Sem calcular os danos ambientais e sociais, a equipa técnica estimou os danos do incêndio nos sectores pecuário e agrícola em cerca de 200 mil escudos.

O relatório refere que as queimadas agrícolas, principalmente no período que antecede a campanha agrícola tem sido uma das principais causas de incêndios não só na ilha do Fogo como em todo Cabo Verde, porque, explicitou, a população confunde a vantagem das cinzas no desenvolvimento das plantas com os efeitos a longo prazo das queimadas, que para além de contribuírem para a compactação e empobrecimento do solo, perda de biodiversidade, aumentam os efeitos da erosão e contribuem para as mudanças climáticas.

Inforpress

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