Fogo: Suspeito de matar jovem de São Filipe condenado a 17 anos de prisão

O Tribunal de São Filipe condenou, esta terça-feira, 28, o suspeito de desaparecimento e homicídio de uma jovem de 29 anos, ocorrido em Setembro de 202, a 17 anos de prisão e 1.500 contos de indemnização ao filho da mesma.

O indivíduo do sexo masculino, de 36 anos, que se encontra em prisão preventiva desde 01 de outubro de 2022, altura em que a PJ, através da Secção de Investigação de Crimes Contra Pessoas (SICCP) desvendou o caso, estava indiciado pela prática dos crimes de homicídio agravado e atentado contra a integridade de cadáver e cinzas.

Depois da audiência de julgamento o tribunal contrariou a versão do suspeito de que a jovem teria morrido por overdose após consumo de drogas (cocaína) e álcool, indicando que o próprio comportamento e as contradições entre a contestação e as declarações no julgamento demonstram que ele seria o autor do homicídio.

Na leitura da sentença, que demorou 73 minutos, a juíza disse que o tribunal só não sabe as circunstâncias e a razão porque ele teria praticado este crime, porque na confissão parcial o suspeito em nenhum momento explicou as circunstâncias e motivos.

Porque o tribunal não sabe como teria matado a jovem e nem as razões, não há como agravar o homicídio, acabando assim por condená-lo a 16 anos de prisão pelo crime de homicídio simples e um ano e seis meses pelo crime de atentado contra a integridade de cadáver e cinzas, fazendo cúmulo jurídico o mesmo foi condenado na pena única de 17 anos de prisão.

O Ministério Público teria solicitado uma indemnização de dois mil contos a favor do filho menor da vítima, tendo o tribunal condenado o suspeito a pagar uma indemnização no valor de 1.500 contos.

Recorda-se que o homicídio da jovem Patrícia de Pina, mais conhecida por Preta, que residia no bairro de Beltchés, ocorreu a 10 de Setembro de 2021 e os restos mortais foram encontrados a 01 de Outubro de 2022, no quintalão onde funcionava a oficina de ferragem, situado no Alto de São Pedro.

Os restos mortais foram encontrados dentro de dois sacos, sendo os membros superiores num saco de arroz e os membros inferiores num saco de lixo.

Os familiares da vítima, nomeadamente irmão e irmã, que assistiram a leitura da sentença manifestaram logo à saída da sala de audiência o descontentamento com a pena aplicada pela morte e sobretudo pela forma como ocorreu.

Inforpress

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