FOSCAO pede aproximação da sociedade civil na realização dos propósitos das populações

O segundo vice-presidente da FOSCAO, Dionísio Pereira, considerou hoje, na Cidade da Praia, a necessidade da região africana de ter uma sociedade “mais interventiva”, capaz de contribuir para o desenvolvimento dos propósitos dos seus países.

Estas considerações foram feitas hoje, à margem do workshop de fortalecimento do engajamento das Organizações da Sociedade Civil com a CEDEAO e a renovação da Plataforma FOSCAO Nacional realizado hoje, na Cidade da Praia.

Em nome do comité executivo do Fórum das Organizações da Sociedade Civil na África Ocidental (FOSCAO) informou que este organismo, criado em 2003, tem passado por “momentos de alguma turbulência”, mas que a equipa tem conseguido gerir com “alguma cautela”.

“Nós temos a nível da nossa sub-região oeste africana muitos desafios, temos um grande desafio pela frente e neste momento está na forja a visão 2050 da CEDEAO que é a continuidade da visão 2020, que lamentavelmente não alcançou os propósitos e os propósitos eram da conversão da CEDEAO dos estados em CEDEAO dos povos”, afirmou.

Segundo Dionísio Pereira, a sociedade civil oeste-africana tem criticado os encontros e as cimeiras dos chefes de Estado e de Governo como se se tratasse de “encontros de clube de camaradas e de amigos”, que se encontram periodicamente sem que de facto haja “efectiva consulta das bases”.

Neste sentido, defendeu que é necessário recolher os subsídios com vista a se poder, de facto, sentir a contribuição de cada cidadão na realização dos propósitos das populações.

“E esta participação é fundamental, já houve algumas chamadas de atenção da CEDEAO, mas falta muito mais, e é necessário que reivindicamos, é necessário que nos aproximemos das nossas representações públicas, no sentido de fazer com que sejam emissários e transmissores das nossas posições nas cimeiras que são realizadas”, sugeriu.

Acrescentou que esta participação é fundamental para todo o continente para que se tenha um outro elemento que direcciona para a agenda 2063 da união africana e que orienta para a África que se almeja.

“Lamentavelmente na maior parte dos nossos países não se tem divulgado as sete principais aspirações que dão forma a esta agenda da união africana, não somos chamados e nas consultas e planificações tem-se feito alguns pequenos questionamentos à margem da essência daquilo que dá forma à agenda 2063”, reforçou.

Conforme este responsável, é responsabilidade das representantes da sociedade civil fazer valer as suas posições, na perspectiva de haver uma sociedade civil  mais interventiva.

Por sua vez, o secretário executivo da FOSCAO, Komlan Messie, afirmou que é a primeira vez que vem para Cabo Verde para estabelecer oficialmente a plataforma da FOSCAO, um movimento regional que inclui 14 países, tendo manifestado satisfação por Cabo Verde fazer parte deste organismo.

“Este é um movimento da sociedade civil muito transparente, Cabo Verde é parte da África Ocidental e a FOSCAO vai fazer de tudo para estar mais presente em termos de actividades da CEDEAO e tudo que há na integração regional de Cabo Verde”, declarou.

O FOSCAO é a rede das organizações da sociedade civil (OSC) dos 15 estados-membros da CEDEAO. A organização é parceira e assessora da CEDEAO no diálogo com a sociedade civil contribuindo para uma África integrada, estável e desenvolvida com enfoque na sub-região.

Inforpress

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