Gestor de Lumiarte-Velas de Cabo Verde realça vertente do projecto e sensibiliza pessoas para aquisição dos produtos

O gestor de “Lumiarte-Velas de Cabo Verde”, João Melo, destacou ontem, dia 3, a vertente social desse projecto da Associação Cabo-verdiana de Deficientes (ACD) e sensibilizou as pessoas para a aquisição dos seus produtos.

Em conversa com a Inforpress, por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que se assinala a 03 de Dezembro, João Melo explicou que o Lumiarte é um projecto que foi criado com intuito de arrecadar fundos para apoiar a acção social da Associação a favor das pessoas com deficiência.

O projecto trabalha com seis pessoas, entre as quais cinco são mulheres chefes de família e com deficiência.João Melo adiantou que o projecto já teve dias melhores, em que garantia o financiamento de várias acções da Associação.

Contudo, indicou que desde o início da pandemia tem passado por algumas dificuldades porque tiveram que parar a produção e assegurar salários a todos trabalhadores, criando um buraco financeiro que está difícil de resolver.

Ademais, acrescentou que mesmo retomando a actividade a procura pelas velas têm sido de forma sazonal, isto é, por ocasiões das festas de baptismo, época natalícia, festas de santo, implicando directamente na arrecadação das receitas.

“Nós estamos a solicitar essa divulgação a fim das pessoas começarem a entender que a vela de Lumiarte não é uma vela qualquer, porque por detrás da vela com a nossa marca, há uma causa. E quando as pessoas compram as velas estão a ajudar a associação a apoiar as pessoas necessitadas”, disse.

“Queremos que as pessoas comprem as nossas velas para efeito de decoração e também aromático, para dar cheiro à casa, ciente de que estão a ajudar uma causa”, apontou.

ACD tinha iniciado a colocação dos seus projectos nas lojas para serem comercializados, mas segundo João Melo tem sido uma prática pouco rentável porque as lojas têm cobrado “percentagem alta” e muitas vezes colocando os produtos de difícil visibilidade das pessoas.

“Quanto é assim não ganhamos praticamente nada”, disse, pedindo uma maior sensibilidade dos operadores e das pessoas no geral, já que o objectivo da associação não é lucro, mas sim conseguir ter a capacidade para financiar as acções da associação.

“Nós temos muitas pessoas que apoiamos com fraldas diariamente, com alimentação. Temos muitos pedidos de carrinhos de rodas”, sustentou.

A ACD criou a unidade de produção de velas – Lumiarte, Velas de Cabo Verde, em Maio de 2003, por recomendação do artigo 6º da Convenção sobre os Direitos das PcD, que diz que mulheres e meninas com deficiência são passíveis de múltipla discriminação.

A Unidade emprega cinco senhoras, de entre as quais duas em cadeiras de rodas (Paraplégicas), uma com Síndrome de Down, uma com deficiência auditiva e apenas não tem deficiência, mas sofre de uma doença crônica (Diabetes), todas envolvidas na produção de velas e sabonetes.

Inforpress

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