Governo quer adolescentes “emocionalmente fortes” e cada vez “mais cientes” da problemática da violência

A secretaria de Estado da Família e Inclusão Social destacou hoje a necessidade de os adolescentes serem cada vez “mais sensibilizados” sobre a temática da violência contra meninas e mulheres e “emocionalmente fortes” e com uma “vida saudável”.

Lídia Lima fez estas considerações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura das atividades comemorativas no âmbito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência promovida pelo Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), esta tarde, na Escola Secundária Regina Silva.

A governante considerou que a violência no namoro é uma questão que deve ser abordada sem tabu, salientando que atualmente muitos adolescentes sofrem com alguma violência que existe no seio do seu relacionamento amoroso, afetando automaticamente o seu aproveitamento escolar, a forma de ver a vida, de estar, mas também a sua própria autoestima, o seu autoconhecimento e equilíbrio emocional.

“Nós queremos adolescentes emocionalmente fortes, que possam ter um bom aproveitamento escolar, porque é desta forma que nós conseguiremos reduzir as desigualdades e promover a paz entre os adolescentes que serão jovens do amanhã, futuros adultos, que estarão a governar o País, que estarão também à frente de muitos serviços e instituições, também a criar as suas empresas para promover empregos, criar empregos”, declarou.

Destacou as medidas que o Governo, através de algumas instituições, tem implementado no combate a violência contra meninas e mulheres, afiançando que as ações serão reforçadas, visando promover sensibilização e melhorar a qualidade de vida dessa camada.

“Tudo isso é importante, mas os jovens, os adolescentes, sobretudo, precisam ter conhecimento dessas medidas que estão sendo implementadas, precisam ter conhecimento das linhas de ligação que podem fazer para fazer algumas denúncias ou também para relatar os seus próprios casos, caso estejam, desculpe a redundância, mas estejam a sofrer algum tipo de violência enquanto namorados ou namoradas”, afirmou.

Por seu turno, a presidente do ICCA explicou que o objetivo da atividade é principalmente alertar a comunidade estudantil e a população para estarem atentos sobre a temática da violência contra meninas e mulheres.

Incentivou neste sentido as vítimas e não só a denunciarem casos de violência junto das autoridades, contribuindo assim na eliminação da violência e construção de uma sociedade mais pacífica e saudável.

“Queremos um país pacifico, tolerante, e que seja um país de pessoas capazes de se desenvolver sem medo e sem receio de que as instituições possam ajudar. E devemos igualmente reforçar as nossas ações principalmente a sensibilização junto dos homens, muitas das vezes trabalhamos mais com as vítimas, penso que devemos trabal balhar um pouco com os supostos agressores”, realçou, considerando a sensibilização dos homens sobre esta questão como o maior desafio a ser ultrapassado.

Destacou ainda a importância do engajamento de todos os intervenientes da sociedade civil para que o combate contra este fenómeno seja vencido, frisando que que o ICCA quer que as crianças e adolescentes sejam cada vez mais livres de qualquer tipo de violência.

Inforpress

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