Ministério da Educação quer transformar Escola Pedro Gomes num agrupamento inclusivo

A Escola Secundária Pedro Gomes, na Praia, vai ser trabalhada para transformar-se numa escola voltada para a inclusão e receber, sobretudo, os alunos com deficiência para respostas mais orientadas a este público alvo, disse à Inforpress Adriano Moreno.

“O que queremos é que as crianças com necessidades educativas especiais estejam nas escolas em turmas normais. Mas, por enquanto em Achada Santo António temos alunos com deficiência a nível de surdez que precisam estar em turmas onde possam ser socializadas de melhor forma possível”, disse, justificando assim turmas em que alunos com necessidades educativas especiais não se encontram em escolas de ensino regular para interagir com outros alunos.

Segundo o diretor nacional da Educação, para uma maior inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais foi criado em todas as delegações escolares uma equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva constituída por um psicólogo, psicopedagogo e outros.

“Há um perfil de pessoas que estão ali para poder sinalizar os alunos com necessidades educativas especiais, criar currículo especializado e fazer um projeto de acompanhamento destes para que possam estar socializados dentro do ambiente escolar”, acrescentou.

Neste particular, solicitou maior apoio desta equipa na sinalização das crianças com necessidades especiais para que o Ministério da Educação possa identificar os que não estão na escola e levá-los às salas de aulas.

Lembrou que as equipas multidisciplinares estão nas delegações, mas que o seu trabalho é acompanhar os professores, ajudá-los a preparar o currículo para os alunos especiais e a elaborar todos os instrumentos após sinalização para que estes possam depois acompanhar os alunos.

As turmas com crianças com necessidades educativas especiais, segundo disse, são constituídas por menos alunos nas salas de aulas, recebendo cada no máximo 20 educandos.

Ainda segundo Adriano Moreno, os alunos com necessidades educativas são alvo de uma avaliação especial, visto que o currículo educativo é especial. A equipa multidisciplinar, informou, existe nos 22 concelhos, sendo que no concelho da Praia estão colocadas duas equipas, sendo uma em Achada Santo António e a outra na Vila Nova.

Aquele responsável adiantou ainda que o Ministério da Educação, para melhor responder às necessidades dos alunos com necessidades educativas especiais, desenvolveu parceria com o Hospital Dr. Agostinho Neto para que estes tenham acesso livre às consultas de especialidades.

No processo de inclusão das pessoas com deficiência, salientou igualmente que o Ministério da Educação tem vindo a trabalhar com as associações de pessoas com deficiência, tendo facultado professores e materiais para aulas especiais.

“Nós lá onde formos solicitados para trabalhar com alunos com necessidades educativas especiais estamos abertos para colaborar desde que o projeto seja apresentado com fundamento”, concluiu.

Já o ministro Amadeu Cruz, tinha afirmado, em conferência de imprensa, que a inclusão educativa é tomada “com seriedade” pelo Governo e a própria reforma e legislação já contemplam uma dimensão da inclusão educacional para que “ninguém seja deixado para trás”.

Inforpress

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