Ministério da Saúde promove ateliê de capacitação em reanimação fetal e actualização do Partograma

O Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva, promove, de 19 a 22 de Outubro, um ateliê de capacitação em reanimação fetal e actualização do Partograma, visando melhorar a qualidade dos serviços prestados durante o parto.

Em declarações à imprensa, a coordenadora do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, Vaneusa Rodrigues, avançou que a acção formativa está a ser ministrada por peritos da OMS, dirigida aos médicos enfermeiros dos dois hospitais centrais e dos quatro hospitais regionais.

“São 15 médicos e enfermeiros do Hospital Agostinho Neto e um médico e um enfermeiro de cada estrutura de saúde central e regional” indicou, ressaltando que o Governo tem “investido muito” em termos de equipamentos, e que hoje as estruturas de saúde estão melhores equipados para cuidados maternos neonatais.

A coordenadora explicou que a referida acção de capacitação consiste em reforçar as competências técnicas destes profissionais, consequentemente melhorar a qualidade dos serviços prestados durante o parto.

Segundo a responsável, o tema principal é o partograma que é um instrumento utilizado no seguimento de trabalho de parto, com o intuito de melhorar e garantir um parto “mais seguro e com mais qualidade”.

Já a reanimação fetal, esclareceu, é um procedimento “mais invasivo”, tendo exemplificado que um feto em hipóxia, ou seja, sofrimento fetal, existem algumas manobras que podem ser usadas, culminando num trabalho de parto normal em vez de uma cesariana.

O ateliê de capacitação, conforme ajuntou, decorre no âmbito de uma avaliação da qualidade dos cuidados de saúde materna neonatal e infantil, realizada em 2019 pelo ministério de Saúde, com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS), no qual, os resultados apontaram que havia a necessidade de capacitação nesta área.

“A avaliação foi feita e no final tinha que ser elaborado o plano de acção das estruturas e o Hospital Agostinho Neto elaborou, neste sentido, o seu plano de acção com base nos resultados encontrados e solicitou o apoio do Ministério de Saúde para a elaboração deste ateliê”, salientou a responsável.

No entanto, de acordo com Vaneusa Rodrigues, achou-se ser “importante” incluir as outras estruturas hospitalares, tendo apontado, por outro lado, que há sempre a necessidade de buscar melhorias, primar pela qualidade e segurança nos cuidados maternos.

Por seu turno, o secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Evandro Monteiro, destacou o reforço das estruturas sanitárias em todo o País, com quadro técnicos equipamentos modernos, numa política adaptada que pretende promover, sobretudo, a prestação de cuidados de saúde, de seguimento e de qualidade ao longo do Pré-natal, pós-parto e perípato.

Apontou também, a criação dos mecanismos de descentralização das consultas de especialidades nas mais diversas áreas, nomeadamente ginecologia obstetrícia, pediatria, nutrição, adoptando o sistema nacional de saúde e as suas estruturas com as “mais adequadas” ferramentas.

 

Inforpress

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