MP e acusação pedem condenação dos presumíveis autores do homicídio jovem de 30 anos na Ponta do Sol

O Ministério Público (MP) e a acusação pediram hoje, nas suas alegações finais, a condenação dos dois presumíveis autores do assassinato do jovem Cândido Marçal, mais conhecido por Bomba, de 30 anos.

A representante do MP, nas suas alegações finais, pediu pena condenatória na medida da culpa de cada um dos arguidos.

Já a acusação pediu a condenação do arguido Yuran Fonseca (Marak) a medida da pena e da culpa, mas para o outro arguido Emerson Martins pediu que lhe fosse aplicado 20 anos de prisão pelo crime de homicídio agravado.

Entretanto, a defesa contrapôs e pediu a alteração da medida de coação do arguido Yuran Fonseca (Marak) por entender que “não há elementos que o ligam ao homicídio”.

Quanto ao arguido Emerson Martins (Nhau), a defesa pediu alteração da qualificação jurídica e, em caso de condenação, Nhau sê-lo-ia por homicídio simples.

O julgamento aconteceu durante três dias no Tribunal da Comarca da Ribeira Grande, na cidade da Ponta do Sol, e resta agora aguardar pela sentença que deverá ser conhecida na próxima sexta-feira, 29.

Recorde-se que o caso aconteceu em Agosto do ano passado, na cidade da Ponta do Sol onde a vítima foi assassinado com um pedaço de balaústre na cabeça.

O caso terá acontecido por volta das 20:15, quando Cândido Marçal (Bomba) estava num bar e terá sido abordado pelos dois agressores.

Conforme Anilton Delgado, que disse ter assistido a tudo, após uma troca de palavras e de empurrões, Bomba terá optado por evitar a briga mas Marak e Nhau “queriam brigar a todo o custo”.
“Quando decidiu sair à rua, Bomba foi agredido com um soco e logo de seguida com o golpe de balaústre”, disse.

Na altura uma “grande moldura humana” saiu à rua para se manifestar junto à Esquadra da Polícia Nacional, na Ponta do Sol, que acusavam de não ter feito nada para evitar o ocorrido apesar da pouca distância que separa a Esquadra e o local do ocorrido.

É que, segundo moradores da Ponta do Sol, os dois agressores são reincidentes, já foram condenados e cumpriram pena, eram muitas vezes presos e soltos logo depois, ao contrário da vítima que, segundo a própria polícia, era um homem pacato e educado.

Inforpress

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