Navio ESER deixa Porto da Praia três anos após arresto por apreensão de droga

O navio cargueiro ESER, imobilizado há cerca de três anos no Porto da Praia, na sequência de arresto por apreensão de droga, deixou aquele porto na quinta-feira, 13, informou hoje a Enapor, Portos de Cabo Verde. 

De acordo com a mesma fonte, o navio foi apreendido a 31 de Janeiro de 2019 e durante este período o Porto da Praia enfrentou “enormes dificuldades” na prestação de serviços aos navios, “acumulando prejuízos e alguns constrangimentos” na gestão do cais internacional, que ficou limitado.

O navio ESER foi surpreendido com dez toneladas de cocaína a bordo, quando fez uma escala técnica obrigatória para reportar o falecimento de um dos 13 tripulantes russos.

Foi a maior apreensão de estupefacientes em Cabo Verde, mas a operação foi toda ela monitorada pelo MAOC-CV, que forneceu os dados da embarcação com bandeira do Panamá, que sairá daquele país da América latina com destino a Marrocos.

Os 12 russos foram detidos, mas um deles faleceu na cadeia de São Martinho.

Os 11 restantes foram julgados e condenados a dez e 12 anos de prisão e o ESER confiscado a favor do Estado, que viria a alienar a embarcação.

O navio ESER tem 99,29 metros de comprimento, 14 de largura e dispõe de um porão corrido com capacidade para transportar 194.000 cbf de carga seca a granel/contentores.

Foi construído na Alemanha, em 1984, com motor principal da marca MWM em linha com seis cilindros.

Segundo a agência Lusa, um cidadão cabo-verdiano comprou aquele navio em 10 de outubro de 2021, por 952 mil euros, na segunda tentativa de venda e que teve sete concorrentes.

Conforme abertura de propostas do concurso público realizada no Ministério das Finanças, o “Eser” foi vendido a Adriano Monteiro Silva, que venceu em sorteio, após apresentar a mesma proposta do também cabo-verdiano Herculano António Soares, de 105 milhões de escudos (950 mil euros), 35 milhões de escudos (315 mil euros) acima do valor base de licitação.

Esta foi a segunda vez que o Estado de Cabo Verde tentou vender o navio, de 99,29 metros de comprimento, após falhada a primeira ao emigrante cabo-verdiano nos Estados Unidos Romão Barros, em concurso público realizado em 05 de janeiro de 2021, com idêntica base de licitação.

No edital desta venda era explicado que o navio foi objeto anteriormente de um concurso público de venda, também mediante proposta em carta fechada, “que observou todos os formalismos e regras legais estabelecidos para o efeito”, mas que o vencedor “incumpriu em absoluto as responsabilidades legais, decorrentes da sua condição de vender” e foi declarado “desistente”.

Inforpress c/ Lusa

Artigo atualizado

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