Operação ASA: Familiares e pessoas próximas dos ex-arguidos insatisfeitos com sentenças dadas no caso que resultou em dezenas de penas de prisão 

Apesar de cerca de uma dezena de indivíduos ter sido inocentada aos restantes arguidos foram decretadas penas de prisão pelas práticas de crimes como homicídio agravado, na forma tentada, roubo, furto qualificado, ameaça de morte, tráfico de droga, entre outros.

Cerca de uma dezena de indivíduos foi absolvida das acusações feitas no âmbito do julgamento derivado da Operação ASA, na cidade da Praia. Na sequência do julgamento que se iniciou no dia 27 de maio, segundo alguns familiares e pessoas próximas dos indivíduos que foram arguidos no caso, foram inocentados nesta quarta-feira, dia 19, cerca de 12 indivíduos, enquanto que aos restantes foram decretadas penas de prisão de 10, 12 e até 25 anos. Encontravam-se detidos a aguardar julgamento 44 indivíduos.

Em causa estavam acusações de 20 crimes de homicídio agravado, na sua forma tentada, 50 crimes de roubo agravado, 6 crimes de danos, 10 crimes de ameaça de morte e 30 crimes de posse de arma, resultantes da operação feita pela PJ e PN, a mando da  Procuradoria Geral da República, em fevereiro de 2023, na sequência de uma outra operação policial feita em dezembro de 2022, no bairro de Achada Santo António, cidade da Praia.

Inconformados com a decisão do juizado, várias pessoas que se encontravam em frente ao Tribunal da Praia manifestaram a sua insatisfação face às sentenças decretadas.

“Penso que se todos foram presos juntos deveriam ter as mesmas oportunidades de também saírem juntos, pelo menos com a punição de fazerem trabalhos comunitários. Porque ver um jovem a ser condenado com uma pena de 25 anos é demais”, contestou uma das parentes dos jovens que não foram absolvidos.

“O Tribunal deveria dar-lhes uma segunda chance, pelo menos isso”, completou a mesma fonte.

Questionados sobre as idades dos jovens envolvidos no caso, as fontes presentes no local afirmaram que têm idades compreendidas entre 18, 20 e 24 anos, os mesmos são do bairro de Achada Santo António, mais concretamente, Brasil e de Achada Riba.

Num artigo publicado pelo jornal A Nação, no dia 18 de maio, o director central de investigação criminal da PJ, Euclides Mascarenhas, adiantou que o objectivo desta operação foi deter indivíduos que têm estado a praticar crimes de natureza patrimonial e crimes contra pessoas.

No mesmo artigo dá-se conta que “a equipa conjunta (PN e PJ), foi criada no âmbito de um despacho da Procuradoria-Geral da República, no sentido de fazer face à criminalidade violenta na cidade da Praia”.

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