Operação ASA: Trinta e nove arguidos condenados a penas de prisão entre 3 a 27 anos

No total, 17 indivíduos foram absolvidos pelo Tribunal da Praia devido à “inexistência de provas que configurassem qualquer ilícito criminal”.

No âmbito da Operação ASA, 39 arguidos foram condenados a penas de prisão entre os 3 e os 27 anos, consoante o número e o tipo de crime de cada arguido, pelo Tribunal da Comarca da Praia, sendo que 17 arguidos foram absolvidos da prática de “vários crimes pela inexistência de provas que configurassem qualquer ilícito criminal praticados pelos mesmos”. A informação é avançada pela Procuradoria-Geral da República nas redes sociais.

Trata-se de sentenças proferidas no âmbito do julgamento derivado da Operação ASA, na cidade da Praia, que teve lugar em fevereiro de 2023, na sequência de uma outra operação policial feita em dezembro de 2022, no bairro de Achada Santo António, cidade da Praia. Segundo a Polícia Nacional, ao todo foram 61 indivíduos envolvidos no processo em julgamento, sendo que 42 estavam em prisão preventiva e 19 aguardavam o julgamento em liberdade provisória.

Segundo a PN, dos 42 indivíduos em prisão preventiva 27 foram condenados em penas que vão dos 3 aos 27 anos de prisão efetiva e dos 19 arguidos que aguardavam o julgamento em liberdade, 12 foram condenados, perfazendo 39 condenados no total.

A cinco dos condenados foi-lhes aplicada a pena suspensa e no total 17 foram absolvidos.

O julgamento, que se iniciou no dia 27 de maio teve forte aparato policial na cidade da Praia, sendo que “a Policia Nacional montou uma megaoperação, que envolveu efetivos da Direção Central de Investigação Criminal, do Comando Regional de Santiago Sul e Maio e do Comando das Unidades Especiais, que culminou sem nenhum incidente”, avança a PN.

A Procuradoria-Geral da República adianta ainda que o coletivo de juízes declarou os bens apreendidos perdidos a favor do Estado.

De recordar que inconformados com a decisão, vários familiares e conhecidos dos arguidos que se encontravam em frente ao Tribunal da Praia no dia 19 de junho manifestaram à comunicação social a sua insatisfação face às sentenças decretadas.

“Penso que se todos foram presos juntos deveriam ter as mesmas oportunidades de também saírem juntos, pelo menos com a punição de fazerem trabalhos comunitários. Porque ver um jovem a ser condenado com uma pena de 25 anos é demais”, contestou uma das parentes dos jovens que não foram absolvidos. “O Tribunal deveria dar-lhes uma segunda chance, pelo menos isso”, completou a mesma fonte.

Balai Notícias

Artigo atualizado

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest