Paul: Ataques de pânico paralisam aulas no Liceu António Januário Leite

As aulas na escola secundária António Januário Leite, no Paul, ficaram paralisadas durante uma hora no período da manhã desta terça-feira, devido a “ataques de pânico” de nove alunas que frequentam aquele estabelecimento de ensino.

A Inforpress apurou no local que desde último sábado o liceu tem registado situações em que alunas do 9º e 10º ano, “sem motivo aparente” começam a gritar, debater-se e, por vezes, a desmaiar.

A Agência de Notícias Inforpress esteve hoje local por volta das 10:00 e constatou que tudo começou numa sala do 12º ano, onde uma aluna começou a gritar e desencadeou o “pânico” em todo o primeiro piso do liceu.

Várias alunas começaram a chorar, a gritar com falta de ar, professores a ampará-las, tendo se deslocado ao local uma equipa da delegacia de saúde. Este foi o cenário presenciado pela Inforpress.

Uma hora depois, com a retirada da aluna, a situação voltou ao normal.

A Inforpress tentou conversar com a direção da escola secundaria António Januário Leite, mas tal não foi possível, pois a diretora alegou que “não tinham autorização” para falar com a imprensa.

Entretanto, afiançou que assim que tudo tiver voltado à normalidade dará o “devido” esclarecimento sobre tal “fenómeno”.

Em declarações à Inforpress, a psicóloga da delegacia de saúde do Paul, Cláudia Ramos, disse que “ainda não existe um estudo sobre tal fenómeno”, por isso afirmou que o mesmo “carece” de ser estudado a fundo”.

“Faz já um tempo que isso vem repetindo, provavelmente em algum lugar tem havido a tentativa de explicar esse fenómeno como sendo uma reação que acontece em cadeia, ao ponto de várias pessoas reproduzirem os sintomas, criando assim uma onda de pânico e muitas vezes de ansiedade”, pontuou.

Cláudia Ramos acentuou de que há “necessidade” também de começar a “apostar” mais em trabalhar com os jovens e adolescentes a questão da ansiedade e a saúde mental no geral, para além de outros temas que têm vindo a surgir e a serem debatidos frequentemente nas escolas.

É que, segundo a mesma fonte, só assim “esses alunos vão estar mais preparados e saberão atuar perante esses tipos de acontecimentos”

Inforpress

Notícia atualizada no dia 16 de fevereiro.

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