Polícia Nacional estranha declaração do sindicato sobre greve dos trabalhadores da EHTCV

A Polícia Nacional (PN) estranha a declaração do sindicato sobre greve dos trabalhadores da Escola Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV), conforme disse o Comandante Regional da Polícia de Santiago Sul e Maio, Roberto Fernandes.

Em declaração à Inforpress, este responsável policial disse estranhar a posição do sindicato em dizer que a PN proibiu a actividade ou “fez qualquer coisa para que a actividade não se realizasse”.“Por volta das 13:05, fomos comunicados de uma manifestação que ocorria na zona de Palmarejo Grande, junto a EHTCV, na via pública… deslocamos-nos ao local e constatamos que, efetivamente, não se tratava apenas de uma greve, mas também de uma manifestação”, contou.

Nas suas declarações, o Roberto Fernandes reconheceu que, tanto a greve, como a manifestação, são direitos constitucionais e acrescentou que, no caso da manifestação, a lei estabelece o regime jurídico do exercício dos direitos de reunião e manifestação, pelo que “não foram obedecidas todas as normas para a realização da actividade da manifestação”.

“Não foi comunicado à câmara municipal para a requisição da autorização da ocupação da via pública e não foi comunicado a nenhuma autoridade, inclusive a Polícia Nacional, nas 48 horas anteriores à realização da actividade”, elencou.

O comandante afirmou ainda que os promotores, nomeadamente o representante dos sindicatos que estavam presentes, foi comunicado destas irregularidades, pelo que “o mesmo decidiu cancelar a actividade no momento”.

“A polícia só contactou este senhor, não teve contacto com mais ninguém e após ele ter tomado a decisão de cancelar a actividade, o oficial da polícia que esteve no local comunicou-lhe que não podendo fazer a manifestação, se quisesse, ele poderia continuar a fazer a actividade da greve, permanecer no local, sem ocupar a via pública”, esclareceu.

O Comandante Regional acrescenta que após estes esclarecimentos, o promotor responsável “aceitou” e que “os trabalhadores ficaram no passeio ao lado da estrada, continuando com a actividade que, inclusive, deram continuidade hoje”.

Por isso, disse estranhar essa posição do sindicato em dizer que a polícia proibiu a actividade ou “fez qualquer coisa para que a actividade não se realizasse”.

O presidente do SITTHUR, Carlos Lopes, acusou hoje a Polícia Nacional de “intervenção ilegítima” na greve dos trabalhadores da EHTCV, alegando o impedimento de exibição de cartazes e palavras de reivindicação.

Em declarações à Inforpress, Carlos Lopes explicou que na quinta-feira, no primeiro dia de greve dos trabalhadores da Escola Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV), anunciada pelo Sindicato dos Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR), uma força da Polícia Nacional (PN) considerou que “os grevistas não tinham autorização” da Câmara Municipal da Praia e nem das autoridades policiais para fazerem a manifestação.

Inforpress

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