Praia: Ministro considera Escola de Achada Grande Frente “referência” em questões ambientais e integração social

O ministro da Educação considerou hoje a Escola Secundária e a Escola Básica de Achada Grande Frente, uma “referência” em termos de questões ambientais, integração social, liderança e envolvimento dos professores.

Amadeu Cruz fez essa leitura em declarações à Inforpress, no âmbito da visita que efetuou esta manhã a Escola Secundária e a Escola Básica de Achada Grande Frente, Castelão e Ponta d’Água, para avaliar e inteirar-se do arranque do ano letivo 2022/2023.

“A escola de Achada Grande Frente está a transformar-se numa escola de referência em termos de ambiente, mas é preciso ir um pouco mais para melhorar, também, a nível de eficiência energética, apesar de estar bem encaminhada a todos os níveis”, disse o ministro.

O governante que, também passou pela Escola Básica de Castelão, por ser a mais antiga, admitiu que merece um olhar da sociedade cabo-verdiana, argumentando, por outro lado, a necessidade de se trazer todos os bairros para a centralidade do sistema educativo.

“Nesta escola talvez precisamos lançar um olhar para refrescá-la, mas constatamos que está a funcionar bem, que os professores estão dinâmicos e bem integrados e que a cantina escolar tem funcionado normalmente”, destacou.

Apesar disso, admitiu-se consciente da necessidade de se fazer mais para a melhoria de algumas escolas, tendo afirmado que nos últimos tempos foram melhoradas mais de 300 escolas do País.

“Decorridos mais de dois meses após o início das aulas, registei com muita satisfação as visitas do Presidente da República e do primeiro-ministro a algumas escolas, particularmente, na Praia, onde acredito que a sociedade está engajada e unida à volta das questões da educação”, ressaltou.

Neste particular, lembrou que o próprio Presidente da República após visitar algumas escolas pediu o reforço da “confiança em reconhecimento dos avanços feitos no sector da educação”.

“Temos de valorizar as lideranças e reforçar a confiança no sistema de aprendizagem para que possamos ter jovens melhores integrados nas dinâmicas mundiais”, acrescentou, afiançando que o ministério conhece as situações das escolas e dos gestores e que tem agido em função das capacidades e recursos que disponibiliza.

Segundo Amadeu Cruz, o problema à volta da gestão dos agrupamentos, especificamente, quanto à situação laboral e nomeação dos diretores, cuja sede não é uma escola secundária, é também uma preocupação do ministério que já lançou a revisão da lei dos agrupamentos para poder ultrapassar a situação.

Enquanto governante, disse estar em permanente diálogo com os professores e sindicatos para poder resolver os assuntos pendentes e melhorar o relacionamento com a comunidade educativa.

Afirma ainda estar aberto a avaliações de deputados ou quem quer que seja, desde que a intenção seja para melhorar o sistema educativo.

“Estamos com reforma do sistema educativo, temos manuais à venda, as cantinas estão funcionando assim como o transporte escolar, salvo um caso na Ribeira Grande de Santiago e de Santo Antão, em Porto Novo”, indicou.

Durante a visita às três escolas de bairros da capital do País, o ministro da Educação passou revista ao auditório, à biblioteca, ao laboratório, à sala de informática, ao refeitório, à cozinha e espaços administrativos e reuniu-se com os membros da direção das escolas.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest