Santa Cruz: Familiares de jovem desaparecido “indignados” com a falta de informação por parte das autoridades 

Os familiares do jovem Hélder Cabral, desaparecido no passado dia 03 de Maio, saíram hoje às ruas da cidade de Pedra Badejo, pedindo explicações às autoridades sobre o silêncio em torno do caso.

Em declarações à imprensa, o tio, António Cabral, contou que no dia do desaparecimento ele não se encontrava no país, mas as informações passadas pelos familiares que estavam aqui é que o Hélder Ezequiel Sanches Cabral, conhecido por Zequinha, fez anos no dia 03 de Maio, foi feita uma surpresa e tudo decorreu na normalidade.

Mas, como o sobrinho desde o ano 2012 vivia no exterior, pediu a um outro primo que o levasse à cidade da Praia no sábado, 04, a fim de visitar outros familiares e assim fizeram, mas no final do dia ao ter regressado e ficado em casa, ninguém mais soube do paradeiro do mesmo.

Depois das 21:00 de sábado, 04, de Maio, a mãe do desaparecido tentou ligar várias vezes e o telefone não funcionava, tendo logo sido iniciado às buscas para tentar encontrar o Zekinha.

Entretanto, conforme informou o porta-voz da família, a última vez que este foi visto, foi através de uma câmara de filmar numa residência, que o captou a entrar na praça da Igreja Católica, em Achada Fátima, depois entrou na igreja e não foi visto mais.

Além desta imagem, os únicos rastos encontrados foram as suas roupas e outros pertences à beira mar, explicando assim o porquê de as buscas terem incidido mais no mar, embora, levantou suspeitas realçando que “não se sabe se foi o próprio Hélder que deixou as suas coisas no local ou se foram colocadas aí por outra pessoa”.

As buscas, conforme disse o tio, foram maioritariamente desencadeadas dentro do seio familiar, embora contando com o apoio das autoridades competentes na área, mas que depois as mesmas foram suspensas e não se sabe o rumo das investigações ou mesmo se se encontra aberta alguma investigação.

Pois, segundo António Cabral, a Polícia Nacional só procurou os familiares nos primeiros três dias após o ocorrido e que não receberam nenhuma intimação ou informação da parte da Polícia Judiciária e nem do Tribunal da Comarca de Santa Cruz.

Neste sentido, os familiares dizem-se “indignados” com este silêncio que os consome dia após dia, sem saber o paradeiro do Zekinha.

Outra situação que indignou os familiares foram algumas informações veiculadas em alguns órgãos de Comunicação Social do país, que segundo António Cabral não são verídicas e nem foram dadas pelos familiares ou conhecidos, nomeadamente de que ele era doente mental, ou que participava em actividades de tráfico de droga internacional, considerando estas situações de uma “tamanha irresponsabilidade” desses órgãos, pedindo até “um pedido de desculpas publicas à família”.

O jovem nasceu a 03 de Maio de 1998, era formado em electricidade e pladur, mas como se encontrava sem documentos no Luxemburgo, conseguiu uma vaga de emprego e a empresa sugeriu-lhe que regressasse à Cabo Verde onde a empresa comprometeu a enviar-lhe o contrato de emprego, dando-lhe assim a chance de entrar de novo no Luxemburgo de forma legal.

Inforpress

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