Santo Antão: Município do Paul atinge menor taxa de gravidez na adolescência dos últimos anos – enfermeira

O município do Paul, Santo Antão, atingiu no ano de 2023 o menor índice de gravidez na adolescência dos últimos cinco anos, segundo a enfermeira da Saúde Reprodutiva do Paul, Edna Ramos.

Em declarações à Inforpress, Edna Ramos apontou que em 2023 o município do Paul atingiu uma taxa de 2,7 por cento (%), um valor que a mesma fonte considerou “bastante reduzida” em relação a media nacional que ronda em torno dos 20, 19 e 18 %.

“São dados de louvar porque se trata de um problema de saúde publica. O concelho do Paul registou um indicador plausível que temos conseguido nestes últimos anos, reduzir consideravelmente a taxa de gravidez na adolescência o que consideramos um grande ganho para o município”, enalteceu a enfermeira.

Conforme Edna Ramos, a gravidez na adolescência é um problema social e intersectorial e que não é só responsabilidade da saúde ou das escolas.

No entanto, a mesma fonte enalteceu a “grande parceria” com a Escola Secundaria António Januário Leite no combate à problemática da gravidez na adolescência.

“A escola é a nossa grande aliada na prevenção e redução da gravidez na adolescência, trabalhamos como uma ponte de mão dupla, na qual abordamos vários temas relacionados a esta problemática”, salientou, precisando que também na Delegacia de Saúde do Paul existe o atendimento específico do adolescente.

Durante o atendimento ao adolescente, a enfermeira da Saúde Reprodutiva disse que “aproveitam” para “fortalecer e consciencializar” os adolescentes sobre a problemática da gravidez na adolescência e também enfatizam a questão da sexualidade segura, infecções sexualmente transmissíveis e principalmente nas meninas reforçam a questão da autoestima e cuidados.

“A autoestima e fortalecimento emocional é fundamental de modo que os adolescentes estejam consciencializados sobre a responsabilidade sexual e temos uma dinâmica no trabalho na qual, os recebemos não para os julgar e sim para orienta-los, educar e transmitir-lhes informações e conhecimento para poderem tomar as melhores decisões nas suas vidas sexual reprodutiva”, acentuou.

Edna Ramos declarou ainda que quando deparam com uma gravidez na adolescência é feito o “devido encaminhamento e sensibilização” junto da adolescente para que “jamais abandone os estudos”.

Também conforme a enfermeira a adolescente gravida recebe apoio psicológico na delegacia e tem todo um acompanhamento multidisciplinar na mesma.

“A adolescência não é a melhor hora para engravidar, é uma idade para estudar, descobrir coisas novas, um período de desafios e transformações, por isso há certas coisas como a gravidez que devem prostergar para o futuro”, finalizou a enfermeira da Saúde Reprodutiva do Paul.

Inforpress

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