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O presidente da Associação de Desenvolvimento Integrado de Fontainhas (ADI Fontainhas), Davidson Gomes, declarou-se hoje “indignado e frustrado” com a demora na conclusão da obra de reabilitação da estrada de Fontainhas.

Davidson Gomes salientou ter constado simplesmente três ou quatro homens a trabalhar na estrada e que a máquina giratória que procedia à abertura da mesma já tem três meses que não está a fazer o trabalho, tendo a mesma sido encostada num sítio “estreito e perigoso”.
O presidente da ADI Fontainhas disse ainda que os moradores daquela localidade e arredores pagam mil escudos de transporte numa estrada de três quilómetros e ainda assim é difícil encontrar um condutor que queira fazer o trajeto, tendo em conta as “péssimas condições” da estrada.
“A época da chuva já se aproxima e fica difícil e perigoso circular na estrada de Fontainhas tanto de transporte como a pé. Por isso exigimos que acelerem o processo pois já era para estarmos a inaugura essa estrada tao sonhada por gerações”, acrescentou Davidson Gomes, que frisou que a ADI Fontainha como tinha prometido no lançamento da primeira pedra iria fiscalizar as obras e exigir quando fosse necessário exigir.
Contactado pela Inforpress, uma fonte da empresa que está a executar a obra de reabilitação da estrada disse que a mesma já voltou à normalidade.
Pois, segundo a mesma fonte, estavam máquinas avariadas mas que as peças já chegaram e estão a executar os trabalhos.
No início do mês de Março de 2023, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, lançou a primeira pedra das obras de reabilitação da estrada e da aldeia de Fontainhas, orçadas em 91 mil contos e com prazo de execução de dez meses.
No dia 21 de Abril, o presidente da Associação do Desenvolvimento Integrado de Fontainhas, Davidson Mota, pediu às autoridades local e central que cumprissem a promessa do arranque das obras de reabilitação da estrada e da aldeia de Fontainhas.
Na mesma altura, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Orlando Delgado, disse que as pessoas muitas vezes pensam que o arranque das obras tem de ter máquinas, mas antes tem que haver um projeto para aprovação do dossiê técnico.
A mesma fonte garantiu que não havia “nenhum constrangimento” em relação à obra e que os prazos estavam a decorrer de forma normal.
Quase três meses depois, em Maio de 2023, alguns moradores da aldeia de Fontainhas saíram às ruas da Ponta do Sol, Santo Antão, para reivindicar o arranque das obras de reabilitação da estrada de acesso e a aldeia.
Na altura, justificaram a manifestação devido ao atraso verificado no arranque das obras que o Governo prometeu para Abril de 2023.
Inforpress

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