São Vicente: Comunidade Terapêutica da Ribeira de Vinha já acolhe 11 internados

A Comunidade Terapêutica da Ribeira de Vinha, que entrou em funcionamento em pleno no último mês de fevereiro, já conta com 11 internados em tratamento provenientes das ilhas de São Vicente, Santo Antão e do Sal.

Esta Informação foi avançada à imprensa pela ministra da Saúde, Filomena Gonçalves, durante uma visita ao centro construído com financiamento do Governo e do Fundo Kuwait e inaugurado em junho do ano passado para dar respostas a utentes/pacientes dependentes de substâncias psicoativas de ambos os géneros, da região do Barlavento, num processo de recuperação e reinserção social.

“É um prazer estar aqui para testemunhar que de facto a comunidade terapêutica abriu as portas para responder aos anseios da população. Nós já vimos aqui os internos e é com muita satisfação saber que estamos a criar as condições para darmos respostas às pessoas que precisam. Nós acreditamos que esta comunidade irá dar respostas às pessoas que precisam, às suas famílias, e a nível do Barlavento. E é com muita satisfação saber que, em menos de um mês, já temos internos da ilha de São Vicente e de Santo Antão e do Sal”, afirmou a Governante.

Filomena Gonçalves disse que acredita e augura que as pessoas que estão internadas no centro vão conseguir, de facto, se libertar da mazela da dependência, ter oportunidades de vencer os desafios e ter uma orientação profissional para as suas vidas para quando saírem consigam contribuir para as suas vidas, para as suas famílias e para comunidade cabo-verdiana.

“Servirão de exemplo de que sim é possível, tendo oportunidades e força de vontade”, prognosticou.

A ministra aproveitou, igualmente, para lançar um apelo a nível nacional, às famílias e à sociedade no sentido de colocar em agenda a questão do consumo de produtos tóxicos, questão de princípios e valores e de equilíbrio da família, que é fundamental, e a questão de educação, lembrando que “as escolas instruem e as famílias educam”.

“Temos que ver que, se juntarmos as forças, e tentarmos educar e sensibilizar em termos de consumo excessivo do álcool e outros produtos tóxicos, do consumo excessivo do açúcar e do sal nós estaremos a prestar um bom trabalho para que o nosso País, daqui a 10, 15 ou 20 anos, possa estar com melhor saúde, mais esperança de vida, mais equilíbrio e famílias estruturadas”.

Inforpress

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