São Vicente: Sindicatos convocam manifestação pacífica para assinalar 1º de Maio

Os sindicatos apelaram hoje aos trabalhadores para participarem massivamente numa manifestação pacífica que vai ser realizada, no Mindelo, para comemorar o Dia Internacional dos Trabalhadores e chamar atenção para vários problemas no sector laboral.

A decisão para se avançar para esta forma de luta surgiu, conforme o porta-voz Tomás de Aquino Delgado, de uma assembleia-geral organizada hoje, no Mindelo, convocada pela União dos Sindicatos de São Vicente e que contou com a participação de vários outros sindicatos não filiados na União.

O encontro, segundo a mesma fonte avançou em conferência de imprensa, teve como propósito auscultar os dirigentes, delegados e activistas sindicais sobre o tipo de acção a ser feito neste ano para o Dia Internacional dos Trabalhadores, que, como disse, tinha sido votado ao esquecimento e foi resgatado no ano passado também com uma manifestação.

“Feito o resgate assumimos então o compromisso de marcar esta data por ocasião do 1º de Maio, independentemente das formas de luta que forem adoptadas”, sublinhou Tomás Delgado.

Desta feita, asseverou, existem várias razões para se convocar a manifestação pacífica, a começar pela perda do poder de compra que nos últimos três anos “acumulou-se em cerca de 15 por cento (%)”.

Numa lista de cerca de dez reclamações, Tomás de Aquino enumerou ainda excesso de carga fiscal e “vários problemas” de trabalhadores ligados ao sector público.

No rol incluem-se, também, questões várias relacionadas com a segurança social, entre as quais a decisão aventada pelo Governo de aumentar a idade de reforma das mulheres de 60 para 65 anos.

“Não conseguimos entender ainda, de facto, quais são as razões para o aumento dessa idade de reforma. Segundo o ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social é para compensar uma percentagem que as mulheres perdem no cálculo ao reformarem com 60 anos”, afirmou o sindicalista.

Entretanto, defendeu, para se fazer esse aumento será preciso fazer estudos e não o fazer “com base em ‘achismos’ ou ‘feelings’”.

Mencionando vários outros constrangimentos enfrentados no sector laboral, Tomás de Aquino apelou aos trabalhadores para participarem em massa na manifestação, tanto no Mindelo, como nas outras ilhas.

No caso de São Vicente, os sindicatos devem fazer a divulgação brevemente do itinerário pretendido e também do horário a ser realizado.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest