Sindicato anuncia queixa contra Enapor na OIT por procedimento de discriminação

O presidente do Siacsa disse hoje que vai apresentar uma queixa contra Enapor na Organização Internacional de Trabalho (OIT), ainda este mês, por discriminação contra o Siacsa, devido à exclusão da reunião com os sindicatos.

O presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa), Gilberto Lima, fez o anúncio na manhã de hoje, na cidade da Praia, em conferência de imprensa para “denunciar a Enapor”, por discriminação ao Siacsa enquanto um dos sindicatos filiados na Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL).

Segundo Gilberto Lima, no dia 07 do corrente mês, o presidente do conselho de administração da Enapor convocou uma reunião pela segunda vez com todos os sindicatos, nomeadamente, a UNTC-CS da Praia, Sal e São Vicente, Sal, Boa Vista, Maio e Fogo, que também representa a classe de estiva no porto da Praia, São Vicente, Sal, Boavista, Maio e Fogo, e deixou o Siacsa de fora.

“Denota-se um claro desnorte do presidente da Enapor ao não convocar o Siacsa para a reunião do dia 07, discriminando organizações sindicais, pelo que neste momento esta empresa está mal representada”, afirmou.

Para o sindicalista, esta situação constitui um acto de “descriminação perigosa” por parte da Enapor contra um os sindicatos da CCSL, em detrimento de todos os sindicatos filiados na União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS).

“Este é o estado em que se encontra a Enapor, procurando a forma mais radical a discriminação contra uma das centrais sindicais onde o Siacsa se encontra afiliado”, notou o sindicalista.

O presidente do Siacsa considerou que esta descriminação é ainda “mais pesada” quando se trata de violação de um princípio em matéria de atribuições dos sindicatos que têm de participar em reuniões de actualização salarial.

O sindicalista assegurou ainda que o acto, independentemente das consequências que isso possa vir a ter, representa uma “questão séria” e carece de “intervenção” governamental.

A mesma fonte enfatizou que Cabo Verde é um país democrático em que a discriminação “não deve ter assento” e a Enapor “não pode fazer escola” com a discriminação.

Ao ser questionado sobre qual a justificação apresentada pela Enapor pela não convocação do Siacsa para a referida união, o sindicalista elucidou que até ainda não receberam nenhuma resposta desta instituição sobre o assunto.

Inforpress

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