Sindicato denuncia alegados abusos e violação de normas laborais na Senorf

O Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) denunciou hoje, aquilo que considera ser “abusos e violação de normas laborais”, que põem em causa os princípios e direitos dos trabalhadores da Sonerf.

Em conferência de imprensa, realizada em frente às instalações da Sociedade Nacional de Engenharia Rural e Florestal (Sonerf), em Achada São Filipe, na cidade da Praia, o vice-presidente, Francisco Furtado, acusou o presidente da instituição e o ministro da Agricultura e Ambiente de violar um conjunto de normas e direitos adquiridos dos trabalhadores.

Trata-se, segundo adiantou, de um momento oportuno para os trabalhadores manifestarem os seus sentimentos de tristeza e descontentamentos e repudiar a inércia desses responsáveis, perante uma ausência total de informações solicitadas, por parte dos colaboradores e do sindicato representante, em relação a resolução das reivindicações laborais.

De entre as reivindicações está o atraso de pagamento de vencimento, não publicação e implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) ou Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), atraso nos envios dos descontos ao Instituto Nacional de Prevenção Social, situação essa, que tem vindo a criar alguns constrangimentos aos mesmos.

“O incumprimento de procedimentos administrativo por parte do ministério, perante a falta de resposta de uma nota enviada pelo SISCAP em Janeiro deste ano, solicitando as informações necessárias sobre a sustentabilidade económica da empresa e da existência ou não de um processo negocial, de fusão entre a Sonerf e a Água de Rega e ou extensão da Sonerf, na sequência de alguns rumores que têm vindo a circular diante dos trabalhadores”, apontou.

Francisco Furtado avançou que perante essa possibilidade, o sindicato exige que os pendentes sejam imediatamente regulados, sendo que “a situação é particularmente difícil e os trabalhadores já não acreditam no presidente e no ministro”.

Segundo explicou, o processo de implementação do PCCS e do estatuto da empresa são dossiês que estão ainda em banho-maria, situação essa que tem levado os trabalhadores a enfrentar enormes dificuldades financeiras já que a situação se arrasta desde 2017.

O sindicalista não descarta a hipótese de partirem para outras formas de luta caso a situação não se resolva.

Em representação dos trabalhadores, José Eduardo Tavares disse que os funcionários se sentem “discriminados e desmotivados” com a actual situação da empresa e as “violações cometidas pelo presidente”.

“Neste momento estão de mãos amarradas. Há um mês e 19 dias que não recebemos o salário e ninguém nos diz nada e nem sabemos quando é que vamos receber, enquanto isso somos todos chefes de famílias com filhos nas creches e escolas com responsabilidades a cumprir no final de cada mês junto à banca”, referiu.

inforpress

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