Trabalhadores do INE continuam sem respostas por parte da administração – sindicalista

Os trabalhadores do Instituto Nacional de Estatística (INE) saíram hoje à rua para manifestar o descontentamento para com o conselho da administração, que “não dá feedback, nem resposta” às reclamações da lista nominativa de transição publicada.

Esta posição foi declarada pelo presidente do Sindicato da Indústria, Serviços Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Eliseu Tavares, durante a manifestação dos trabalhadores do INE, que decorreu em frente à sede da instituição, na Fazenda. 

Os manifestantes ostentavam cartazes e proferiam frases como “Por uma transição justa e transparente vamos lutar”, “Abuso de poder não rima com democracia”, “Trabalhadores do INE em defesa dos seus direitos e respeitos”, “Exigimos respostas às nossas justas reclamações”, “Promessa falhada, confiança quebrada” e “Exigimos respeito e consideração”, entre outras. 

 

“Neste momento os trabalhadores do INE estão na rua de novo a manifestar, porque teimosamente a administração continua a não dar feedback e a não dar respostas as reclamações feitas a quando da publicação da lista nominal de transição”, disse Eliseu Tavares, que adiantou que a administração do instituto continua a não dialogar com os seus funcionários. 

 

Assegurou que depois de os trabalhadores procurarem o diálogo, tiveram a promessa por parte da direcção do INE de que a situação seria resolvida “o mais brevemente possível”.

 

“Nos termos da lei geral quando se faz uma reclamação administrativa, a entidade tem 15 dias para responder. O INE ultrapassou de longe este prazo, a própria direcção disse que receberam mais de meia centena de reclamações, deveriam ter o respeito pelos trabalhadores e dizer que o tempo era curto para analisar, mas nem isso dignaram a fazer”, referiu. 

 

Perante essa situação, considerou que a direcção tem faltado ao respeito aos seus trabalhadores e à própria instituição, já que “não dá nenhum feedback”. 

 

Eliseu Tavares assegurou que os trabalhadores vão partir para greve no dia 06 de Abril, caso continuarem sem receber resposta por parte do conselho da administração da empresa.   

 Na ocasião, o sindicalista criticou a Televisão de Cabo Verde (TCV), que não fez a cobertura da manifestação, posicionamento esse que, no seu entender, constitui um “grande choque à democracia e ao direito de expressão”.  

 

“Soubemos por terceiros de que receberam indicações de que nesta altura não podem  fazer cobertura de eventos sindicais desta natureza, para nós é um mau sinal e põe em cheque a credibilidade não só dos órgãos, mas também dos próprios jornalistas”, referiu. 

 

Segundo o sindicalista, a manifestação contou com a adesão de mais de 80% dos trabalhadores.  

Em comunicado, o conselho de administração do INE, por seu lado, explicou que “uma boa parte” dessas reclamações já estão analisadas e as restantes encontram-se em análise, mas sublinhou que, devido a quantidade de reclamações, “dificilmente consegue-se analisá-las com profundidade e fundamentação, em tão pouco tempo, como pretendem alguns trabalhadores”, já que, nalguns casos, implica a análise de praticamente toda a carreira do trabalhador. 

 

“A invocação do prazo geral da decisão sobre as reclamações aplicáveis na administração pública, a título subsidiário, já que a portaria não fixa nenhum prazo para tanto, não se aplica à situação em análise, pois, o mesmo foi concebido para ser aplicado nos casos de reclamação individual e não colectivas, como constitui a situação presente, por manifestamente inviável, materialmente falando”, lê-se no documento.  

 

Inforpress/Fim

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