Trabalhadores do saneamento de Porto Novo vão ter melhoria salarial em 2023

 Os trabalhadores do saneamento no município do Porto Novo, Santo Antão, vão ter, a partir de 2023, “melhoria salarial” no quadro do orçamento municipal, que já está a ser preparado pela edilidade porto-novense.

A informação foi avançada pelo vereador do saneamento da autarquia, Valter Silva, que avançou que “está em curso um trabalho que visa apresentar uma proposta de melhoria salarial para os trabalhadores já no próximo orçamento municipal”.

Valter Silva, a propósito da entrega, quinta-feira, de kits de equipamentos de proteção individual e utensílios aos trabalhadores do saneamento, assegurou que este sector é “uma prioridade” para o executivo camarário, tendo em conta a sua importância para o “desenvolvimento” deste concelho.

Além da melhoria das condições de trabalho, com a entrega dos equipamentos, adiantou o vereador, a edilidade pretende ainda melhorar as condições salariais do pessoal do saneamento, já a partir de Janeiro próximo, com a entrada em vigor do orçamento municipal para 2023.

Os trabalhadores do saneamento no Porto Novo, que dizem auferir 9.200 escudos mensais, valor inferior a um salário mínimo, têm estado a pedir melhoria salarial e das condições de trabalho e sua inscrição no sistema de Previdência Social.

Muitos destes trabalhadores, abordados pela Inforpress, dizem estar ligados há já 20 e 30 anos aos serviços de saneamento da Câmara Municipal do Porto Novo, pedem mais dignidade nesse trabalho e reconhecimento salarial por parte da autarquia.

Também, o Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão tem estado a denunciar “o salário precário” auferido pelos trabalhadores do saneamento afetos à Câmara Municipal do Porto Novo.

Segundo Carlos Bartolomeu, secretário permanente deste sindicato, estes trabalhadores têm estado a receber salários abaixo dos 15 mil escudos mensais, “uma situação inconcebível” no entender deste sindicalista, que tem estado a reunir com os serviços camarários com vista à resolução desta questão.

Este sindicato tem denunciado ainda “aspetos ligados ao reenquadramento dos trabalhadores” e a falta de segurança para as varredeiras, obrigadas a iniciar a limpeza das ruas ainda de madrugada.

Inforpress

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