Tribunal da ONU ordena Israel a abrir passagens humanitárias para Gaza

Num decreto juridicamente vinculativo, o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas em Haia ordenou a Israel que abra mais passagens terrestres para Gaza, a fim de permitir a entrada no território de mais ajuda humanitária para os palestinianos.

O tribunal ordenou a Israel que tomasse “todas as medidas necessárias e efetivas para garantir, sem demora”, a entrega de “serviços básicos urgentemente necessários e assistência humanitária”, incluindo alimentos, água, combustível e material médico.

 
O tribunal também ordenou a Israel que garanta imediatamente “que as suas forças armadas não cometam atos que constituam uma violação de qualquer dos direitos dos palestinianos em Gaza enquanto grupo protegido ao abrigo da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, incluindo a prevenção, através de qualquer ação, da prestação da assistência humanitária urgentemente necessária”.

O tribunal disse a Israel para apresentar um relatório no prazo de um mês sobre a forma como estava a implementar as ordens.

Uma mulher ao lado de objectos recuperados de edifício atingido durante a noite por bombardeamentos israelitas em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, a 26 de março de 2024, no meio do conflito em curso no território palestiniano entre Israel e o grupo militante
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Israel não fez comentários imediatos sobre a decisão, mas negou veementemente ter cometido genocídio na condução da guerra de quase seis meses contra os militantes do Hamas.

A decisão foi tomada quinta-feira no âmbito de um processo instaurado pela África do Sul, que acusa Israel de atos de genocídio em Gaza.

Foto de arquivo
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O conflito teve início com o ataque do Hamas a Israel, a 7 de outubro, que fez 1 200 mortos e levou à captura de cerca de 250 reféns.

A contraofensiva de Israel em Gaza já matou mais de 32.000 palestinianos, na sua maioria civis, e, segundo o exército israelita, vários milhares de militantes do Hamas.

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