UniPiaget quer continuar a cumprir a sua missão servindo Cabo Verde com a formação de recursos humanos – reitor

O reitor da Universidade Jean Piaget destacou hoje o contributo da instituição no desenvolvimento de Cabo Verde, afiançando que a mesma quer continuar a cumprir a sua missão servindo o país com a formação de recursos humanos.

Wlodzimierz Szymaniak fez estas afirmações em entrevista à Inforpress, a propósito do 20º aniversário deste estabelecimento de ensino superior, que se celebra no dia 07 de Maio, tendo lembrado que após a sua abertura em 2001, com apenas o curso de Sociologia, a UniPiaget celebra 20 anos de existência com cursos diversificados.


“É uma data carregada de significado, penso que neste momento a Universidade Jean Piaget está na fase de consolidação e podemos dizer, com orgulho, que outras instituições de ensino superior nos seguiram e agora temos várias universidades em Cabo Verde”, asseverou.


Ao longo dos anos, indicou, a UniPiaget já formou milhares de pessoas ao nível de graduação, pós-graduação, formação permanente, publicou centenas de trabalhos científicos e realizou vários projectos de investigação, salientando que a presença da universidade está vivida na paisagem científica, empresarial social e na área de saúde em Cabo Verde.


Passados 20 anos de existência, prosseguiu, a UniPiaget tem sabido cumprir a sua missão de formação de recursos humanos, ressalvando que a mesma é uma universidade de referência a nível nacional e internacional.


Wlodzimierz Szymaniak apontou o fortalecimento da área de investigação como principal desafio, lamentando neste sentido, o facto desta área ser ainda considerada um “parente pobre” em Cabo Verde porque, conforme alega, os estabelecimentos de ensino superior não têm tido o peso na investigação que deveriam ter.


Segundo este responsável, o percurso da UniPiaget é marcado por ganhos e constrangimentos, destacando o fraco grau de preparação dos estudantes que terminam o 12º ano de escolaridade e a falta de recursos financeiros das famílias, como alguns constrangimentos permanentes que a universidade enfrenta.


As perspectivas da Universidade Jean Piaget, de acordo com Wlodzimierz Szymaniak, passam pela internacionalização da mesma, defendendo que esta tendência deve ser seguida por todas as universidades cabo-verdianas para que a Cidade da Praia seja transformada no “cluster de referência de ensino superior para toda a África Ocidental”.


No contexto da covid-19, de acordo com o reitor, a UniPiaget continuou a cumprir a sua missão de formação de recursos humanos e a contribuir no desenvolvimento do país, com formato de ensino presencial e à distância, sublinhando que esta situação serviu, por outro lado, de reflexão e motivo de mudança de alguns hábitos e desenvolvimento de competências.


“Não estamos no momento de vacas gordas, mas, por outro lado, durante este ano académico tivemos mais afluência dos estudantes cabo-verdianos de que no ano anterior”, realçou, considerando neste quadro que o balanço dos 20 anos de existência “é positivo” e enalteceu a confiança dos cabo-verdianos na escolha da UniPiaget para a formação superior.


A Universidade Jean Piaget de Cabo Verde é um estabelecimento de ensino superior, criado pelo Instituto Piaget, e tem como missão contribuir para a formação dos recursos humanos em Cabo Verde, bem como para o desenvolvimento de competências locais imprescindíveis para o desenvolvimento do país.


Reconhecido pelo decreto-lei n.º 12/2001 como um estabelecimento de ensino superior de interesse público, a UniPiaget iniciou as suas actividades no dia 7 de Maio de 2001 com a abertura do 1º ano do curso de Sociologia.


Em 2005, a UniPiaget abriu um Pólo Universitário na cidade do Mindelo que começou a funcionar com três cursos de graduação (Ciências da Educação e Praxis Educativa, Economia e Gestão e Engenharia de Sistemas e Informática). Em 2007 abriu também o curso de Arquitectura.


O Pólo funciona sob a supervisão de um Director dos Serviços Administrativos e de um adjunto da Reitoria.


Hoje, a universidade acolhe cerca de 1.500 alunos afectos aos 16 dos 26 cursos homologados. O número de docentes ronda os 250, repartidos por vários regimes de contratação e graus académicos.


Inforpress/fim

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