Voos domésticos em Cabo Verde com aumento homólogo superior a 40% em outubro

Os voos domésticos em Cabo Verde movimentaram mais de 18 mil passageiros em outubro, um aumento homólogo superior a 40%, segundo dados da Agência de Aviação Civil (AAC) compilados hoje pela Lusa.

De acordo com informação da agência que regula o setor em Cabo Verde, em outubro registou-se um movimento global de 36.651 passageiros em voos domésticos, em embarques e desembarques, nos quatro aeroportos internacionais e três aeródromos do país. Como cada passageiro é contado no embarque e no desembarque (aeroportos diferentes), trata-se de um movimento equivalente a 18.325 passageiros em voos domésticos num mês.

Este movimento compara com os 13.068 passageiros em outubro de 2021 (+40,2%), período ainda afetado pelas restrições impostas face à covid-19, e com o recorde (desde o início da pandemia) de quase 30.000 em agosto de 2022.

O desempenho em outubro ainda está longe do mesmo mês de 2019, antes dos efeitos da pandemia, quando as ligações aéreas domésticas movimentaram num mês mais de 30 mil passageiros.

Em outubro passado foram contabilizados ainda 659 voos domésticos em Cabo Verde, contra os 658 no mesmo mês de 2021.

Os voos domésticos eram operados desde 17 de maio de 2021 apenas pela angolana BestFly, em regime de concessão emergencial de seis meses atribuída pelo Governo cabo-verdiano. A partir de 24 de outubro, a BestFly passou a operar apenas com a Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV, companhia que adquiriu em julho de 2021), terminando o regime de concessão emergencial.

O grupo angolano BestFly comprou há mais de um ano 70% do capital social da TICV aos espanhóis da Binter, ficando os restantes 30% com o Estado cabo-verdiano, e concentrou as ligações aéreas domésticas apenas na TICV, que não operava voos comerciais desde 16 de maio de 2021.

O ministro dos Transportes cabo-verdiano, Carlos Santos, anunciou em 11 de novembro que a TICV vai ter uma terceira aeronave antes de 15 de dezembro, para responder ao aumento da procura.

“Tenho informação que a TICV está a pensar trazer a terceira aeronave, estava previsto só a partir de 15 de dezembro, mas eles querem trazer já antes, precisamente para responder a esta procura”, precisou Carlos Santos, em resposta a perguntas dos deputados no parlamento.

O ministro disse que a companhia transportou 206 mil passageiros entre janeiro e outubro deste ano, mais do dobro dos 76 mil em igual período do ano passado.

“Significa que o fluxo de passageiros começa a aumentar e está a aumentar e muito bem, para benefício de todos nós”, salientou o também ministro do Turismo, afirmando que a preocupação do operador é responder ao aumento da procura.

“Estamos a trabalhar com a empresa para que a época alta deste inverno, de Natal e da passagem de ano, seja uma época tranquila”, perspetivou o membro do Governo.

Em 2020, os voos domésticos em Cabo Verde, operados então apenas pela TICV, movimentaram cerca de 125 mil passageiros, menos 286 mil (-230%) face ao ano anterior, face às restrições impostas pela pandemia de covid-19, e em 2021 subiu para 143.876 passageiros.

Os passageiros das ligações aéreas domésticas em Cabo Verde atingiram em 2017 o recorde de quase 465 mil (movimento total de 929.595 embarques e desembarques), com mais de 10.200 voos.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest