Voos domésticos em Cabo Verde continuam em máximos mensais em maio

Voos domésticos em Cabo Verde continuam em máximos mensais em maio

Os voos domésticos em Cabo Verde movimentaram mais de 17.100 passageiros em maio, mantendo máximos mensais desde o início da pandemia de covid-19, segundo dados da Agência de Aviação Civil (AAC) compilados hoje pela Lusa.

De acordo com informação da agência que regula o setor em Cabo Verde, em maio registou-se um movimento global de 34.285 passageiros em voos domésticos, em embarques e desembarques, nos quatro aeroportos internacionais e três aeródromos do país. Como cada passageiro é contado no embarque e no desembarque (aeroportos diferentes), trata-se de um movimento equivalente a 17.142 passageiros em voos domésticos.

Este movimento compara com os 6.842 passageiros em maio de 2021, período ainda afetado pelas restrições impostas devido à pandemia, e com os 18.335 em abril de 2022, o mês anterior à última atualização feita pela AAC e consultada pela Lusa.

Estes voos eram operados desde 17 de maio de 2021 apenas pela angolana BestFly, em regime de concessão emergencial de seis meses atribuída pelo Governo cabo-verdiano. A partir de 24 de outubro, a BestFly passou a operar apenas com a Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV, companhia que adquiriu em julho de 2021), terminando o regime de concessão emergencial.

Desde o início da pandemia de covid-19, em março de 2020, o movimento mensal mais elevado registou-se em agosto passado, com 18.233 passageiros transportados nas ligações domésticas, semelhante ao movimento verificado em dezembro, registos entretanto superados em abril passado (18.335).

O movimento de maio de 2022 contabilizou ainda 662 voos domésticos em Cabo Verde, contra os 417 no mesmo mês de 2021 e os 1.176 em abril de 2019 (antes da pandemia).

Apesar de continuar a evidenciar a recuperação do movimento aéreo – e da procura turística -, o total de passageiros transportados em maio passado está ainda aquém dos 19.904 transportados em março de 2020, no início da aplicação das medidas de restrição para travar a transmissão da covid-19.

Este movimento compara também com a ausência de ligações domésticas comerciais de abril até 15 de julho de 2020, medida adotada pelo Governo de Cabo Verde para travar a transmissão inicial da covid-19 no arquipélago.

O grupo angolano BestFly comprou 70% do capital social da TICV aos espanhóis da Binter, ficando os restantes 30% com o Estado cabo-verdiano, e concentrou as ligações aéreas domésticas apenas na TICV, que não operava voos comerciais desde 16 de maio.

Em 2020, os voos domésticos em Cabo Verde, operados então apenas pela TICV, movimentaram cerca de 125 mil passageiros, menos 286 mil (-230%) face ao ano anterior, face às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Em 2021, o movimento nos voos internos subiu para 143.876 passageiros.

Em 2017, os passageiros das ligações aéreas domésticas em Cabo Verde atingiram o recorde de quase 465 mil (movimento total de 929.595 embarques e desembarques), com mais de 10.200 voos.

Lusa

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