YALI 2023: Melânia Semedo defende que por ser um país insular Cabo Verde deve ter “uma mentalidade mais focada no ambiente e na reciclagem”

Antes da partida para os EUA, o Balai Cabo Verde publica os depoimentos dos sete bolseiros cabo-verdianos que foram selecionados para a Mandela Washington Fellowship, no âmbito do Programa para Jovens Líderes Africanos (YALI) 2023.

Darlene Barreto, Michel Cabral, Melania Semedo, Wagner Gomes, Kesia Lima, Raúl Duarte Soulé e Nestor Andrade são os sete cabo-verdianos que partem neste mês de junho para os EUA para participar em mais uma edição do programa YALI onde integram um grupo de 700 bolseiros africanos. Até então, Cabo Verde conta com 48 jovens saídos desta iniciativa.

Natural da cidade da Praia, Melânia Duarte Semedo, de 28 anos, é licenciada em Relações Internacionais e Diplomacia, e trabalha na cidade da Praia, na empresa de refrigerantes Cavibel. A jovem foi colocada no Drake University no Estado de Iowa, onde vai participar num programa de liderança empresarial.

Qual foi a tua motivação para concorrer à bolsa?            
Tive conhecimento do YALI há alguns anos, mas na altura não tinha idade para concorrer à bolsa. Com o passar do tempo finalizei a minha licenciatura e comecei a trabalhar. No ano passado, voltei a ver o anúncio e pesquisei um pouco sobre o mesmo. Fiquei motivada e extremamente interessada enquanto jovem profissional de poder ter a oportunidade de participar desta formação intensiva que visa dotar-nos de aptidões profissionais e também pessoais.

Quais as expectativas quanto à formação?
(…) espero ter a oportunidade de absorver ao máximo o conhecimento que nos será transmitido, teremos orientações one on one para desenvolver os nossos projetos. Estou especialmente entusiasmada pois durante a formação terei contacto com várias culturas de uma vez só, o que sem dúvida trará muitas experiências memoráveis.

Que mais-valias achas que podes obter desta experiência, nomeadamente na tua área de atuação?
Espero trazer novos projetos na área da sustentabilidade. Acredito que como sociedade e, principalmente, sendo um país insular em desenvolvimento devemos ter uma mentalidade mais focada no ambiente e na reciclagem, no cuidar do nosso ambiente como um todo

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