Destaques

O cinema no meu país
Desde muito cedo aprendi a gostar do cinema, na minha infância e adolescência não consegui descortinar a estratégia que os EUA usaram para divulgar o sonho americano e passar a ideia de terra prometida.

Mãe, como eras antes de eu nascer, e o que é envelhecer com ternura?
Ela fez-me esta pergunta aos 11 anos de idade. Lembro-me de ter parado para pensar como me safar daquela pergunta, e de ela ter dito: “Não há problema, podes responder quando fores velha.”

O “Bug” no Sistema: Como os Pequenos Poderes Travam o Nosso Progresso
Como engenheiro informático, confesso que a minha lente de observação do mundo não é a da sociologia ou da psicologia, mas sim a dos sistemas, dos fluxos de dados e da otimização. Quando um sistema informático falha ou fica lento, procuramos o “bug”, aquele erro de lógica que cria bloqueios e impede o bom funcionamento do todo. Ao observar a realidade da sociedade cabo-verdiana, seja no território nacional ou na nossa vasta diáspora, tenho vindo a identificar um “bug” comportamental crónico que compromete seriamente o nosso desenvolvimento: a forma como gerimos o poder, seja ele pequeno ou grande.

Novos Olhares sobre a Gestão do Património Cultural em Cabo Verde
Escrevo este texto, mesmo sem saber qual será a orgânica do Ministério da Cultura, Indústrias Criativas, Juventude e Desporto, nem como será a estruturação do setor do Património Cultural, suas políticas de gestão e a relação que existirá entre a decisão política do ministério, a tutelada técnica, a sociedade civil e as câmaras municipais.

O Lado Invisível da Carreira Artística: A possibilidade de construir independência financeira e de envelhecer com dignidade
Quantos artistas brilhantes terminam as suas vidas em dificuldades financeiras, apesar do talento e do reconhecimento público? Temos vários exemplos por estas bandas. A verdade é que o sucesso artístico nem sempre caminha de mãos dadas com a segurança financeira — especialmente na velhice.

Burricite Pública
Eu que vos digo: poucas coisas me impressionam tanto quanto a perda de vergonha de um número cada vez maior de indivíduos que simplesmente deixaram de se importar em demonstrar publicamente a própria burrice. Sim, burrice, digamos assim mesmo sem freios. Não vulgo ignorância. A ignorância todos nós colecionamos, faz parte da condição humana Há coisas que não sabemos, nem adianta querer saber. Eu próprio possuo um património obsceno de ignorâncias e também de xix burrices..agora, daí até não existir sequer o pudor de expor publicamente a própria falência cerebral? Isso é obra!

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