Aqui jaz a criatividade (?)

african american female freelancer using laptop and drinking coffee
Photo by Samson Katt on Pexels.com

Aqui jaz a criatividade (?)

Sim, a inteligência artificial é ma-ra-vi-lho-sa. Se ainda não a usa, experimente! Listei aqui apenas alguns exemplos do proveito que eu, uma zero à esquerda na matéria, tenho tirado.
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Tenho fome. Click. Uma foto do que tenho no frigorífico. Vou no ChatGPT:

  • Estou com preguiça de cozinhar, o que me sugeres preparar que seja rápido, prático e saboroso?

Em frações de segundo tenho um leque de opções. A vontade de cozinhar continua lá pr’aquelas bandas, aqui a magia não resulta. Mas, verdade seja dita, dá uma certa motivação para levantar do sofá. Tipo, “como é que não pensei nisso antes?!”.

Praticidade. Ganhar tempo. Quando oiço falar de tecnologia são estas as palavras que me vêm associadas ao termo . Sobre riscos às vezes nem sei se quero saber, prefiro fingir demência e deixar isso para os experts. Não estão aqui em causa as vantagens e desvantagens do evoluir deste recurso, nem os prós ou contras – ok, talvez só um bocadinho deste último.

Porque é que vou perder tempo a organizar uma lista de dezenas de números por ordem decrescente, quando ma friend AI está aí disponível para o fazer por mim? Porque é que vou perder horas com pesquisas quando ma friend tem todo o gosto em me disponibilizar as infos que procuro, ainda por cima de forma resumida? Eu que sempre perdia as estribeiras com facilidade quando fazia tabelas, gráficos e companhia, agora os faço no tempo que dura um gole de chá.

Sim, a inteligência artificial é ma-ra-vi-lho-sa. Se ainda não a usa, experimente! Listei aqui apenas alguns exemplos do proveito que eu, uma zero à esquerda na matéria, tenho tirado. Se conversar com os sabidos e sabidas da área, vai ver que eu estou mas é atrasada. Que os meus exemplos não são na-da diante da capacidade da nossa friend.

Agora, se me permite another piece of advice, nos tools para usar a AI convém incluir duas coisinhas, bem basiquinhas: 01, conferir sempre, sem-pre!, o resultado, isto é, a veracidade da informação disponibilizada, 02, evitar o vício, ou, se preferir, manter a humanidade. Como assim?

Os ‘contras’ que mencionei há bocado na verdade nem são por causa da AI, e sim de quem a usa. Ok, acabou o mar de rosas. 

Por mais que seja usuária – ah, esse termo – da inteligência artificial ta dan fastiu ver a quantidade de textos ditos “artigos de opinião” que estão a circular por aí. Nas redes sociais então, já quase ninguém escreve legendas originais. Da próxima vez que ler um post, procure as palavras “insirador”, “incrível”, “único”, “entusiasmo”, de certeza que as vai encontrar. Estes e outros tantos adjetivos. 

O mais grave, que me assusta e parece que poucos se importam, é que até a forma de falar já começa a ser influenciada. Será mesmo que só eu tenho visto o padrão em alguns discursos? “Vou estar a aguardar” resposta. 

Again, nada contra o uso da AI, mas vê-la a ser usada e abusada sem um toque de humanidade chega a ser triste. Onde está a criatividade gente? Não me peçam, eu, uma amante da escrita e da leitura, que consuma textos escritos na sua íntegra por uma máquina. É que não desce. 

O bolo batido à mão nem se compara àquele feito na batedeira. O grelhador elétrico e o à brasas não são iguais. Tem que ter kel tempra! Nem que seja uma vírgula, ou mudar a composição da uma frase. Faz toda a diferença. Nada substitui o toque humano, o calor, a emoção. O bolo pode até ser feito na batedeira, é mais prático, mas pelo menos que a cobertura seja batida à mão, ou que tenha uma cereja em cima. Afinal não é apenas uma questão de paladar, a alma também come. 

Ah pronto, fui meter comida pelo meio. Deu fome. Vou mas é preparar uma das receitas sugeridas pela ma friend, porque aqui nada vem pronto. O copy paste não funciona, pá. 

 

Ops. Txam txa de trevment.

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Keita Violante

Keita Violante

Mãe. Uma menina mulher com a mania de se refugiar na escrita. Atreve-se a brincar com as letras e por vezes deixa traduzir por elas lágrimas, inquietações, saudades. Ser poeta nunca se atreveria. Escreve com alma, com fervor, um toque de drama, sim, mas falta tal maestria."

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