Enfim, férias… 

Ao longo da jornada estudantil, a época era a mais aguardada, por motivos diversos. Se outrora era sinal de “descanso”, o mesmo mind set deveria se manter no mundo profissional, independentemente do ramo de atividade ou profissão.
man with floater

Tirar férias é essencial, mas muitas das vezes é subestimada, num mundo em que não existem barreiras  entre a vida pessoal e a laboral. 

Benefícios? Todos, a pausa necessária em períodos regulares reduzem o nível de cortisol, necessário para a melhoria do bem estar, para a melhoria da saúde mental e cardiovascular, bem como  almejar um futuro com maior vigor no que concerne ao regresso pós férias, dado se conseguir a renovação da energia necessária e que se requer para o bom e desejável desempenho laboral.

Existem muitas razões que levam as pessoas a não tirarem férias, dos quais nota-se o medo de prejudicar a empresa com a sua ausência ou por serem os únicos na sua função, o que cria uma falsa dependência das suas decisões, sentimento de pertença e exclusividade.

Mais importante do que tirar e  estar de férias, é se sentir em férias, isto porque existe o engano ou falsa necessidade de se manter “conectado” ao trabalho, ERRO. Estar sempre disponível para o trabalho, durante o período de férias, não torna um colaborador melhor nem mais profissional. Daí importante desativar as notificações, ignorar mensagens e chamadas relacionadas ao trabalho, e acima de tudo não ceder à tentação de ler e responder a emails.

 As férias, quando planeadas, devem estar implicitamente ligadas à necessidade de se fazer uma pausa na rotina de trabalho de forma a ser prazeroso, e dar descanso ao pensamento acelerado  do quotidiano.

O propósito  da vida  deverá ser sempre trabalhar para viver e não o contrário, dito isto nada melhor que fazer durante as férias as coisas que talvez nunca faríamos no horário de trabalho, mesmo quando não existem condições financeiras para grandes viagens deslocações, podemos sempre nos dar a um luxo de ser turista na própria cidade. 

Artigo 237.º CT 

3 – O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo não pode ser substituído, ainda que com o acordo do trabalhador, por qualquer compensação, económica ou outra, …

4 – O direito a férias deve ser exercido de modo a proporcionar ao trabalhador a recuperação física e psíquica, condições de disponibilidade pessoal, integração na vida familiar e participação social e cultural.

Por outro lado, as férias são essenciais para as organizações uma vez que os benefícios proporcionados aos colaboradores traduzem numa melhoria da eficiencia e consequente aumento da produtividade. Ter uma uma política de férias, promover um ambiente que valorize o descanso é claramente um investimento no sucesso de qualquer organização. 

Caríssimos, vivamos a vida, desfrutemos das férias , fica o meu incentivo para todos, experiencia de quem já teve 50 dias de férias por gozar 😊 

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Aboubacar Monteiro Barry

Aboubacar Monteiro Barry

Profissional e consultor de RH na area de Transformação & Corporate Business

Outros artigos

Deixe um comentário

Follow Us