O drama de quem procura uma casa para viver em Portugal

Ser estrangeiro ou expatriado é algo por si só difícil e estranho, por estar fora do nosso ambiente natural. São muitos os cabo-verdianos que se aventuram em outras paragens à procura de melhores condições ou de concretizar um sonho.

Um dos destinos mais procurados pelos mesmos acaba por ser Portugal pela proximidade e pela questão da língua, mas por vezes, acabam por esquecer de medir as consequências das suas próprias escolhas e do quanto estas podem “pesar”.

Muitas vezes o início desta nova vida ou da construção deste sonho nem sempre é fácil, conta com várias incertezas, indefinições e medos, sobretudo quando juntamos a isso a dificuldade que é encontrar uma moradia no país, parece que o desespero toma conta de tudo e no final, visa engolir-nos.

Num país em que o salário mínimo ronda os 800€ e que muitas famílias só dependem de um único salário para sobreviver, penso: “como é possível um aluguer estar a rondar os 1000 euros”?

Mais do que isso … para pagar uma renda de mil euros primeiro é preciso encontrar a tal casa (se encontrar, pois é mais fácil começar uma guerra atualmente do que conseguir uma casa para arrendar).

E ainda não falei da invasão e até do sentimento de humilhação que o ser humano sente ao ser inquirido, pelos proprietários, acerca todos os tipos de informações sobre a vida do possível inquilino,pois precisa de se sentir seguro para entregar a sua casa a um suposto desconhecido (lá no fundo compreendo, pois uns fazem coisas erradas e todos r sofrem as consequências das ações deste anterior, é como bem dizem: “um faz e todos pagam”).

Isso só piora, quando o futuro inquilino, apesar de ter dinheiro para pagar uma renda, não tem um contrato de trabalho, não tem um trabalho formal ou, ainda, quando os seus rendimentos são provenientes de outro país.

E quando não se consegue pagar uma renda completa?Várias famílias ou jovens no início das suas vidas são obrigados a alugar um quarto e compartilhar a cozinha e a sua intimidade da casa de banho com outras pessoas, na maior parte das vezes autênticos estranhos e por uma quantia, aproximadamente, de 500 euros ou mais.

Mas isso, infelizmente, não é um problema só dos ditos estrangeiros, mas sim de todos os que vivem em Portugal, quer nativos ou não, que não têm casa própria e que não são financeiramente favorecidos.

Acho que o que cada inquilino honesto, e que neste momento procura uma casa,queria dos senhorios era mais empatia e humanidade. Do governo acho melhor não entrar neste assunto.

Obs: Escrevi este pensamento antes das eleições. Vamos ver o que este novo governo nos reserva, mas eu não falo de política e sim da integridade de cada cidadão desta nação Portuguesa.

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Iranita Andrade

Iranita Andrade

Profissional com competência em Comunicação, Marketing, Publicidade e Jornalismo. Mas a minha função principal é ser mãe … mãe de uma criança autista. Apaixonada por uma boa conversa e por aprender coisas novas.

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